António Correia Cada um faz o que quer. Esplanadas existem que num dia montam 5/6 mesas e no seguinte o dobro.Outras não são desmontadas após encerramento. Tapam-se literalmente fachadas de edifícios qualificados com a maior das naturalidades. Chega-se ao cúmulo de afixar propaganda nas suas portas.

Sequestram-se bancos públicos transformando-os em mobiliário de uso exclusivo de estabelecimentos (Largo do Socorro). O espaço existente entre esplanadas, só permite a circulação em fila indiana,não garantindo a livre e segura mobilidade dos peões, particularmente os que se deslocam em carros de bebé ou em cadeiras de rodas. Tapam-se varandas e janelas com guarda-sois impedindo os residentes de desfrutarem de qualquer visibilidade.

É este o cenário que se vive diariamente na zona velha da cidade, particularmente na R. de Santa Maria. Para completar toda esta anarquia a C.M.F. não cobra qualquer taxa aos comerciantes desta artéria. Em contra-partida alguns empresários sediados à R. D. Carlos I que desenvolvem a sua actividade na área da restauração, são obrigados ao pagamento de taxas de ocupação. Esta dualidade de critérios roça o absurdo.

Quanto ao ruído, a impunidade prevalece, com a agravante de nalguns casos este perdurar durante 24 horas, pois existem estabelecimentos que deixam ventiladores, exaustores e outras máquinas de funcionamento exterior ligadas permanentemente.

A circulação de viaturas de socorro é praticamente impossível, face à ocupação desregrada das vias e da inexistência de um plano de intervenção. A acontecer um desastre, não se augura nada de bom.

É necessário civismo. É tempo de fazer-se justiça. É urgente por termo a esta anarquia.É vital a criação de um regulamento municipal que ponha ordem neste caos.