João Barreta Por experiência própria direi que, ao contrário de algumas supostas cogitações provenientes de determinados quadrantes da nossa sociedade, o “Comércio” não vende como tema de livro ou título de artigo de jornal ou revista ou, noutros campos, como tema de tese de dissertação - mestrado, doutoramento, etc., etc.
As lamúrias e os queixumes de não vender, de não faturar, de não existir procura, da ausência de clientes, da inexistência de freguesia, (...) são tão antigas como o próprio Comércio, mas não há que nos rebaixar - “O Comércio foi criado para servir, mas não para ser criado de serventia!”. (inspirado no livro “Loja, Contra-Loja e Armazém” de Carlos Garcia de Castro, nascido e vivido no Comércio de outrora, da cidade de Portalegre).
Por tudo isto, não espantará que o livro sobre Comércio mais vendido de sempre continuará a ser ... o livro de reclamações! Não se sabe se será o mais lido de sempre!!!!!!! Desconfio que ... não!
Reúne muitas queixas, inúmeras reclamações, “fala” do que está mal. Tantas vezes, somente, outras lamúrias e outros tantos queixumes. Ou seja, nada de novo, vende-se (e compra-se) porque é obrigatório, escreve-se mal sobre os comércios e, claro, nada se propõe de novo para melhorar o que se diz estar mal!
É, de facto, um livro sobre Comércio, o que mais vende em Portugal. Talvez, apenas, por ser ... obrigatório!