A Alemanha cumpriu o seu ancestral designo de domínio, é a “dona” da UE. Faz e desfaz e ou outros “comem e calam A União Europeia é hoje uma espécie de albergue espanhol onde ninguém se entende e onde cada um “puxa a brasa para a sua sardinha”. Muitos são os interesses em presença e impera a lei do mais forte. Nos anos 50 do Sec. XX, na sequência da 2ª guerra Mundial, à volta da ideia da criação de uma união para a paz, onde as nações pudessem cooperar e prosperar de forma a possibilitar aos seus cidadãos uma situação de bem-estar designada por Estado Social Europeu foi criada a Comunidade Económica Europeia. Homens superiores como Konrad Adenauer, Jean Monet, Robert Schumam, entre outros, puseram de lado as suas diferenças e nacionalismos em função dum objetivo comum que a todos transcendia e integrava. Nessa altura a Alemanha estava dividida entre RDA e RFA, a Suécia e os países escandinavos eram campeões na defesa dos direitos humanos, na autodeterminação dos povos, na ajuda aos então designados por países do 3º mundo, no acolhimento de presos políticos e de refugiados. O paradigma máximo da evolução social era o designado “Socialismo Sueco” que as nações almejavam alcançar. Desde sempre os povos germânicos manifestaram o seu carácter “arisco” em relação aos outros povos. Quem não se lembra de ter estudado as invasões bárbaras que puseram fim ao Império Romano e conduziram os povos europeus a um milénio de trevas, a Idade Média. Mais recentemente, no Séc. XIX, na sequência duma “armadilha” que assumiu a forma duma série de provocações levadas a cabo pelo chanceler da Prússia, Bismark, à França levaram Napoleão III a declarar guerra ao Kaiser. Os príncipes germânicos uniram-se à volta de Bismark, dando origem à atual Alemanha. No século passado os alemães deram origem a duas guerras mundiais, utilizando métodos como a eugenia (matar os mais fracos ou evitar que estes se reproduzam) e o genocídio exterminando milhões de pessoas para lhes roubar o património, como no caso dos judeus ou porque pura e simplesmente não gostavam da sua ideologia como aconteceu com os comunistas, socialistas e social-democratas alemães. Se não perdessem a II guerra mundial, depois de exterminados os eslavos, hoje possivelmente também nós portugueses não existiríamos porque somos do Sul, morenos e, segundo os alemães, não gostamos de trabalhar. No final da II Guerra os EUA impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra pelos prejuízos infringidos às outras nações, e ainda prodigalizaram ajuda maciça à sua reconstrução através do Plano Marshall. Também lhe foi perdoada parte das indemnizações em dívida relativas à I guerra mundial por terem sido consideradas impagáveis e impeditivas do seu desenvolvimento. No caso concreto da Grécia, ainda não foram pagos os prejuízos causados pela ocupação alemã, e o empréstimo que os alemães obrigaram os gregos a fazer. O caracter solidário e social inicial da EU foi-se pouco a pouco desvanecendo, sendo substituído por doutrinas neoliberais, e a reboque da globalização sem regras, os países foram abdicando da sua soberania em favor de estruturas que não foram nem eleitas nem referendadas como o caso da “Comissão” e, mais grave ainda, do “Eurogrupo” que nem chega a ter existência formal. Tudo decidem, tudo impõem, quem não cumprir não perde pela demora, será severamente castigado para que sirva de exemplo e para que mais ninguém mais se atreva a pensar diferente do Sr. Schäuble. Foi assim com a Grécia, pretendem castigar Portugal por ter cumprido escrupulosamente tudo o que lhe era ordenado apesar de ter sido “troiticado”, ter obedecido, se ter posto de cócoras cumprindo até para além do que era exigido, como no governo de Passos e Portas. Afinal o nosso “pecado” é mesmo o termos eleito um governo socialista de quem os Schäubleis europeus não gostam. Espanha que se cuide. Os poucos resquícios de democracia existente na UE não funcionam, como é o caso do Parlamento Europeu pois o seu gigantismo dos seus 754 deputados e 22 grupos é paralisante e dedica o melhor do seu tempo a decidir sobre o calibre das maçãs. Por sua vez os “ventos” da história mudaram e na maioria das nações governam agora os nacionalistas, os neoliberais. Mais do que a economia e o bem-estar social o que interessa agora é a finança, os cidadãos são meros fatores na equação financeira e têm de ser mais e mais esmagados para serem competitivos com o Bangladesh. Perante esta situação o sentimento de pertença à UE perde-se completamente, os cidadãos europeus estão inseguros, têm medo dos emigrantes, de perder ou não arranjar emprego porque são velhos ou porque são jovens, porque há sempre alguém mais forte, melhor preparado, mais competitivo. Neste pano de fundo é fácil as pessoas embarcarem em “cantos de sereia” redutores, nacionalistas, extremistas. É tão simples: A culpa é dos emigrantes e dos povos do Sul que não querem trabalhar. Vivam os Le Pen e os fascistas Austríaco e Húngaro. O nazismo não morreu com Hitler. Nos nossos dias, sem necessitar disparar uma única bala a Alemanha cumpriu o seu ancestral designo de domínio, é a “dona” da UE. Faz e desfaz e ou outros “comem e calam”. Para aumentar o seu mercado e a sua zona de influência, no último alargamento da UE, a D. Merkel “fez passar” uma série de países ex-leste que passaram a integrar a comunidade sem qualquer tipo de preparação para o efeito, quer ideológica, quer económica, quer cultural e cujos cidadãos emigram e adotam comportamentos parasitas que contribuem para a atual aversão aos emigrantes mesmo os provenientes da comunidade. Lamento ser “redutor”, mas de certo modo e mesmo sem concordar, entendo parte das razões da Inglaterra para abandonar a UE. Historicamente tem razões de sobra para não gostar dos alemães, por outro lado estão fartos da invasão de um determinado tipo de emigrantes de alguns daqueles países que a D. Merkel meteu à socapa na UE e que pretendem viver à custa da S. Social inglesa. Considero que o principal perigo para desintegração da UE não é a saída da Inglaterra, mas a globalização, o neoliberalismo e os alemães serem os seus donos e senhores. Quem sairá a seguir? Helder Melim

A Alemanha cumpriu o seu ancestral designo de domínio, é a “dona” da UE. Faz e desfaz e ou outros “comem e calam

A União Europeia é hoje uma espécie de albergue espanhol onde ninguém se entende e onde cada um “puxa a brasa para a sua sardinha”. Muitos são os interesses em presença e impera a lei do mais forte.

Nos anos 50 do Sec. XX, na sequência da 2ª guerra Mundial, à volta da ideia da criação de uma união para a paz, onde as nações pudessem cooperar e prosperar de forma a possibilitar aos seus cidadãos uma situação de bem-estar designada por Estado Social Europeu foi criada a Comunidade Económica Europeia. Homens superiores como Konrad Adenauer, Jean Monet, Robert Schumam, entre outros, puseram de lado as suas diferenças e nacionalismos em função dum objetivo comum que a todos transcendia e integrava. Nessa altura a Alemanha estava dividida entre RDA e RFA, a Suécia e os países escandinavos eram campeões na defesa dos direitos humanos, na autodeterminação dos povos, na ajuda aos então designados por países do 3º mundo, no acolhimento de presos políticos e de refugiados. O paradigma máximo da evolução social era o designado “Socialismo Sueco” que as nações almejavam alcançar.

Desde sempre os povos germânicos manifestaram o seu carácter “arisco” em relação aos outros povos. Quem não se lembra de ter estudado as invasões bárbaras que puseram fim ao Império Romano e conduziram os povos europeus a um milénio de trevas, a Idade Média. Mais recentemente, no Séc. XIX, na sequência duma “armadilha” que assumiu a forma duma série de provocações levadas a cabo pelo chanceler da Prússia, Bismark, à França levaram Napoleão III a declarar guerra ao Kaiser. Os príncipes germânicos uniram-se à volta de Bismark, dando origem à atual Alemanha. No século passado os alemães deram origem a duas guerras mundiais, utilizando métodos como a eugenia (matar os mais fracos ou evitar que estes se reproduzam) e o genocídio exterminando milhões de pessoas para lhes roubar o património, como no caso dos judeus ou porque pura e simplesmente não gostavam da sua ideologia como aconteceu com os comunistas, socialistas e social-democratas alemães.

Se não perdessem a II guerra mundial, depois de exterminados os eslavos, hoje possivelmente também nós portugueses não existiríamos porque somos do Sul, morenos e, segundo os alemães, não gostamos de trabalhar. No final da II Guerra os EUA impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra pelos prejuízos infringidos às outras nações, e ainda prodigalizaram ajuda maciça à sua reconstrução através do Plano Marshall. Também lhe foi perdoada parte das indemnizações em dívida relativas à I guerra mundial por terem sido consideradas impagáveis e impeditivas do seu desenvolvimento. No caso concreto da Grécia, ainda não foram pagos os prejuízos causados pela ocupação alemã, e o empréstimo que os alemães obrigaram os gregos a fazer.

O caracter solidário e social inicial da EU foi-se pouco a pouco desvanecendo, sendo substituído por doutrinas neoliberais, e a reboque da globalização sem regras, os países foram abdicando da sua soberania em favor de estruturas que não foram nem eleitas nem referendadas como o caso da “Comissão” e, mais grave ainda, do “Eurogrupo” que nem chega a ter existência formal. Tudo decidem, tudo impõem, quem não cumprir não perde pela demora, será severamente castigado para que sirva de exemplo e para que mais ninguém mais se atreva a pensar diferente do Sr. Schäuble. Foi assim com a Grécia, pretendem castigar Portugal por ter cumprido escrupulosamente tudo o que lhe era ordenado apesar de ter sido “troiticado”, ter obedecido, se ter posto de cócoras cumprindo até para além do que era exigido, como no governo de Passos e Portas. Afinal o nosso “pecado” é mesmo o termos eleito um governo socialista de quem os Schäubleis europeus não gostam.

Espanha que se cuide.

Os poucos resquícios de democracia existente na UE não funcionam, como é o caso do Parlamento Europeu pois o seu gigantismo dos seus 754 deputados e 22 grupos é paralisante e dedica o melhor do seu tempo a decidir sobre o calibre das maçãs.

Por sua vez os “ventos” da história mudaram e na maioria das nações governam agora os nacionalistas, os neoliberais. Mais do que a economia e o bem-estar social o que interessa agora é a finança, os cidadãos são meros fatores na equação financeira e têm de ser mais e mais esmagados para serem competitivos com o Bangladesh. Perante esta situação o sentimento de pertença à UE perde-se completamente, os cidadãos europeus estão inseguros, têm medo dos emigrantes, de perder ou não arranjar emprego porque são velhos ou porque são jovens, porque há sempre alguém mais forte, melhor preparado, mais competitivo.

Neste pano de fundo é fácil as pessoas embarcarem em “cantos de sereia” redutores, nacionalistas, extremistas. É tão simples: A culpa é dos emigrantes e dos povos do Sul que não querem trabalhar. Vivam os Le Pen e os fascistas Austríaco e Húngaro. O nazismo não morreu com Hitler.

Nos nossos dias, sem necessitar disparar uma única bala a Alemanha cumpriu o seu ancestral designo de domínio, é a “dona” da UE. Faz e desfaz e ou outros “comem e calam”. Para aumentar o seu mercado e a sua zona de influência, no último alargamento da UE, a D. Merkel “fez passar” uma série de países ex-leste que passaram a integrar a comunidade sem qualquer tipo de preparação para o efeito, quer ideológica, quer económica, quer cultural e cujos cidadãos emigram e adotam comportamentos parasitas que contribuem para a atual aversão aos emigrantes mesmo os provenientes da comunidade.

Lamento ser “redutor”, mas de certo modo e mesmo sem concordar, entendo parte das razões da Inglaterra para abandonar a UE. Historicamente tem razões de sobra para não gostar dos alemães, por outro lado estão fartos da invasão de um determinado tipo de emigrantes de alguns daqueles países que a D. Merkel meteu à socapa na UE e que pretendem viver à custa da S. Social inglesa.

Considero que o principal perigo para desintegração da UE não é a saída da Inglaterra, mas a globalização, o neoliberalismo e os alemães serem os seus donos e senhores. Quem sairá a seguir?

Helder Melim