Raul Ribeiro O “Desporto Escolar no Porto Santo 2016” terminou há poucos dias, com a organização a fazer um balanço muito positivo e a prometer crescer ainda mais no próximo ano.
Por favor, nem pensem nisso! A não ser que revejam seriamente algumas questões logísticas e operacionais.
O meu filho e os colegas passaram por uma experiência que dificilmente pode ser classificada de positiva. Faz algum sentido impor um programa que obriga crianças e jovens a participar numa prova de reconhecimento nocturno às 23h, a finalizar um dia no qual acordaram de madrugada para viajar no Lobo Marinho, fizeram uma viagem desagradável na qual muitos passaram mal, participaram em diversas provas ao longo de todo o dia, sem que a organização lhes disponibizasse sequer água (quem quisesse que comprasse), tudo isto acompanhado duma refeição de péssima qualidade?
Pois foi assim o primeiro dia: começou antes das seis da manhã e terminou, para muitos, depois da meia-noite. E mal, porque o alojamento foi improvisado ao ponto de nem sequer haver colchões ou cobertores: dormiram no chão duma sala de aulas, ao longo de três penosas noites. Como se não bastasse, a casa-de-banho era imunda e exalava um cheiro nauseabundo.
Quanto ás refeições, eram de tal forma más que os miúdos preferiram gastar tudo o que levavam em comida, para não passarem fome. Dá pena pensar que parte do dinheiro angariado ao longo do ano, pensando na viagem de finalistas, foi gasto em refeições de que não usufruiram.
Por tudo isto, caros senhores da organização, queiram corrigir os graves erros cometidos, antes de sequer pensarem em aumentar a dimensão do evento. E acima de tudo, mostrem mais respeito pelos participantes, e tratem-nos como deve ser.