J. Edgar M. Da Silva Que urge fazer? É urgente reavaliar prioridades, não só na saúde, o GR tem de fazer escolhas e agir pela urgência da necessidade, gastar onde se necessita de modo a se aposta numa comunidade saudável e produtiva. É urgente despolitizar a saúde e libertar o CA do eterno jugo ao poder político, eleito. Não há saúde nem gestores que aguentem, tanta pressão e tanta oscilação orçamental, ao sabor de jogadas políticas e de jogos de poder. Porque não tornar o SESARAM numa “Fundação Estatal” um modelo de gestão para os hospitais públicos. Urge desconcentrar, os cuidados primários, devem ser geridos por uma estrutura com autonomia financeira e administrativa, centros de saúde e serviços de apoio e de retaguarda a ele associados e integrados; o SESARAM, focalizado em cuidados hospitalares, as duas estruturas subordinadas a um instituto que imponha disciplina orçamental e que determine prioridades de investimento e financiamento, todos de forma colegial colaborando e assim justificando preto no branco, as suas prioridades de investimento, justificando o financiamento, mais num lado ou no outro, tudo subordinado ao superior interesse publico do cidadão em matéria de cuidados de saúde. É urgente descentralizar e chamar o poder local, os municípios a participarem, as divisões de acção social dos municípios têm de ganhar a vertente saúde, e trabalharmos todos integrados numa rede maior que a soma das suas partes. É urgente apostar na investigação, trazer a Universidade da Madeira a uma maior participação. Apostar na formação continua que oriente para uma aposta na melhoria continua das equipes multidisciplinares, alinhar as lideranças intermédias com os objectivos estratégicos da gestão topo, e em simultâneo avaliar e monitorizar o que realmente acontece na área operacional; identificar os elos mais fracos, e os ajudar a crescer em termos de competência, experiência e peritagem profissional, essencial para uma saúde de qualidade e segura, equipes disciplinadas e produtivas. Traçar caminhos de conquista da excelência dos cuidados e certificar serviços e departamentos: como podemos almejar participar em programas europeus ao nível dos “Cuidados de saúde Transfronteiriços”, como podemos como região turística, apostar no turismo de saúde, sem um SRS/RAM de referencia europeia de qualidade e de prestigio reconhecido e merecido. http:/ec.europa.eu/health/cross_border_care/policy/index_pt.htm Á que traçar um plano estratégico para a saúde, liberto dos condicionalismos economicistas, onde a parcela do lucro social, seja contemplada como “retorno do investimento”, a linha assistencial tem de ser fortemente alargada, a capacidade de mobilidade incrementada, ao nível de uma resposta e uma intervenção de excelência, do hospital aos domicílios e vice-versa; uma analise de um relatório de contas, na saúde, não pode ser reduzida a um mero exercício contabilístico. É agora, para ontem urgente, que o GR leve a serio o actual problema e eventos negativos, que acontecem na saúde, porque se continuar a assobiar para o lado e apenas a apostar na substituição de pessoas, nada será resolvido, apenas se substitui, “bons condutores por outros, para conduzir um atrelado de 24 rodados, com o motor gripado”. A todos os partidos caberá pela positiva, e um debate construtivo, contribuir para que seja possível, a saúde encontrar o seu rumo certo, na ilha, em Portugal, na UE e no mundo. Entretanto vamos ouvindo debates e conversa que nada resolve, só haverá hospital se o governo central o financiar, temos governantes que governam sentados.