António Olim 1-Ao fim de 12 anos de gestão do PS, quando em 2002 o executivo da responsabilidade do PSD iniciou funções, encontrou o sector das águas e lixos extremamente deficitário e a necessitar urgentemente de grandes investimentos, que o município não tinha capacidade para faze-los sozinho. De modo a não comprometer todo o programa de desenvolvimento para o concelho, que felizmente se concretizou em todas as áreas da responsabilidade municipal e não só, procurou-se uma solução para a reestruturação no setor das águas, lixos e esgotos, que fosse equilibrada, sustentada, eficaz e capaz de promover os enormes investimentos necessários. Após analisar a situação de forma cuidada e ponderada, a solução passou por aderir à empresa pública ARM. Esta decisão foi amplamente explicada à população e foi discutida e votada, quer no executivo, quer na assembleia municipal. O PS sempre votou contra e procurou confundir as pessoas, tendo proferido varias declarações nesse sentido tais como: “a camara vendeu as águas a uma empresa privada”; “a ARM é uma entidade incompetente, do ponto de vista legal, para gerir as águas”; “foi um “contrato leonino” com prejuízos significativos para os munícipes”; “um “negócio prejudicial para Machico”; «porque sempre defendemos que este serviço constitui um património inalienável do município e que esta decisão foi tomada sem a concordância do povo de Machico». Apelidou a ARM de Águas Roubadas a Machico”, etc. 2-O que os munícipes não sabem, e que este executivo ocultou publicamente, é que que o município esteve formalmente fora da ARM, durante aproximadamente 10 meses, entre janeiro e outubro de 2015. Ao fim de todos esses meses fora da empresa, num caso mal explicado, veio à pressa, aprovar um novo contrato para poder continuar na ARM, com a agravante de prorrogar em mais 4 anos o período da concessão. E ao contrário do que defendeu, fê-lo nas costas do povo, de forma traiçoeira, enganando assim mais uma vez os munícipes; Pasme-se! Em campanha o PS sempre afirmou que sairia da ARM se ganhasse e quanto finalmente está fora pede para entrar? De sua livre iniciativa. E sem dizer nada ao povo? E a promessa de que iria auscultar a população? E que se ganhasse, iria retomar a gestão deste sector. Já ninguém se lembra? O que mudou entre o antes e o depois das eleições para que a ARM passasse de uma “coisa tenebrosa e maldita” para uma “coisa boa e magnífica”? Isto na política não vale tudo. Há que haver coerência.