Adoro o verão. Os dias são longos as pessoas estão com bom ar, boa cor, roupas leves e descontraídas, esplanadas repletas de gentes onde tudo sabe melhor. “Por favor, quero com gelo e limão” é uma frase que se repete ao longo do ano e que se acentua no verão. Que o verão venha quente e bem quente porque este ano e até maio, não tivemos o calor que já nos habituou ao longo de vários anos. Por esta altura em outros anos já estávamos, com uma “corzinha” usando roupas leves, coloridas e mais alegres, apesar de continuarmos “espremidos” com impostos a pagar a irresponsabilidade de uns e a sabedoria de outros que se aproveitaram dessa mesma irresponsabilidade para encherem os bolsos à conta de nós cidadãos-contribuintes. É no verão que temos mais disponibilidade para sair de casa e estar com os amigos, muitos deles que apenas revemos ano a ano. É de salientar que vivemos numa ilha com 270.000 habitantes, que recebe 1 milhão de turista/ano por avião e 600.000 em navios de cruzeiro. Por vezes precisamos também de sair da Madeira para apreciar o que temos com algum distanciamento e esta é uma altura em que muitos madeirenses o fazem. Somos um povo que sai muito pouco aos dias semana e nem digo à noite mas ao final da tarde à saída do trabalho, e é esse o problema, porque numa cidade tão bonita como o Funchal, às 21h está “morta”! Os próprios turistas sentem e comentam: “como é possível.” Ao fim de semana sexta e sábado temos tráfego de pessoas na nossa cidade, mas não conseguimos captar turismo jovem para fazer da nossa bela cidade do Funchal uma capital cosmopolita. Temos que construir uma fórmula que tente captar primeiro os jovens nossos conterrâneos de Portugal Continental que estão à 1hora e 20 minutos de Lisboa e 1 hora e 45 minutos do Porto. Temos um grave problema, os preços proibitivos para uma passagem área e estadia. Tenho amigos em Portugal Continental que se queixam e com razão que não somos um destino acessível, e que pelo um preço inferior em muitos destinos apetecíveis, pagam menos do dobro do valor e trocam a Madeira e Porto Santo por outros destinos. Somos um destino único mas não podemos exagerar e devemos estar atentos. Sei que estão a trabalhar nesse sentido. Se repararmos a média de idades do turista inglês e sueco é de 65 anos, e o português é de 39 anos, o que prova que podemos captar ainda mais jovens no mercado de Portugal Continental Os números de ano para ano têm sido excelentes por diversos fatores mas também com uma intervenção forte de quem leva a pasta do Turismo. Não quero a nossa terra em saldos, mas algo tem de mudar. Deixo para os gurus do Turismo desta terra o desafio enorme de esbater esta lacuna que se arrasta há anos, mas tenho a firme certeza que com a excelente equipa da DRT (Direção Regional de Turismo) vamos inverter a tendência de sermos um destino de turismo menos jovem Os gurus do Turismo da nossa terra têm que tornar a nossa ilha num destino apetecível para qualquer jovem que vem de fora, porque aqueles que conseguem cá vir, adoram e voltam sempre! Não é por acaso que existem turistas que visitam a nossa ilha há 25 e 30 anos e todos iniciaram as suas visitas muito jovens. P.S. “Eu gosto é do verão...”

Duarte Agrela Gestor comercial