Exigia-se uma reflexão quanto às motivações, objectivos e projectos das comemorações dos 600 anos do povoamento do Arquipélago da Madeira. Exigia-se a planificação de uma centralidade estratégica sobre os “600 Anos”. Contudo, o Presidente do Governo Regional declarou que, a “nível interno”, está a ser preparado um programa oficial, a ser apresentado em 2017, para as comemorações que se iniciarão em 2018. Alguém se lembrará do que foi a “Madeira, Região Europeia 2004”, já lá vão 12 anos. Houve um conjunto de fabulosas realizações, quer quanto a eventos nas áreas da Cultura, do Desporto e da Música, quer quanto à inauguração de obras fantásticas. Alguém se lembrará dos 500 anos da elevação do Funchal a cidade, em 2008. Houve a aposta no espectáculo, procurando perpetuar a celebração com obras úteis para os vindouros. Alguém se lembrará, em 2014, dos 500 anos da instituição da Diocese do Funchal. Segundo os seus responsáveis, pretendeu valorizar a perspectivação do seu futuro a partir da análise dos desafios do presente. Quanto aos “600 Anos”, Miguel Albuquerque prepara-se para se servir dos dinheiros públicos para fazer a próxima campanha eleitoral, com festividades garantidas “entre 2018 e 2020”. Ainda será possível impedir que este Governo faça dos “600 Anos” uma feira de vaidades ou de extravagâncias, mais ou menos folclóricas, apenas para servir o PSD? Será possível evitar mais um esbanjamento de dinheiros públicos e outros novos investimentos no efémero?

Edgar Silva