Estando preste a terminar a primeira sessão legislativa na Assembleia da República e encarando o mandato que me foi atribuído com a responsabilidade que o mesmo exige, não poderia deixar de abordar a forma como entendo que deve ser exercido o mandato e o trabalho desenvolvido no parlamento.

Comungo do ideário político de Francisco Sá Carneiro, segundo o qual os deputados devem ser a consciência visível do eleitorado que representam e um espelho fiel das suas necessidades, dos seus anseios, das suas dificuldades e das suas esperanças.

Por essa razão um dos meus desígnios tem sido a proximidade com o eleitorado.

Após cerca de sete meses de mandato, julgo que já conseguimos colocar na agenda do parlamento muitos dos problemas da região da competência da república, tais como o financiamento do novo hospital, as dificuldades de alguns tribunais, oficiais de justiça e conservadores, as más condições de algumas das nossas esquadras, do estabelecimento prisional do Funchal, a necessidade de instalação de um radar meteorológico na região para prevenir catástrofes naturais, as carências de investimento na RTP-M, necessidade de salvaguardar o seu arquivo, evitando uma discriminação em detrimento da RTP-A, o problema de comunicações do radar militar, entre outros assuntos.

Mesmo estando na oposição, conseguimos estender à região o regime da reciprocidade no pagamento dos cuidados de saúde, fazendo com que seja o Serviço Nacional de Saúde a assumir as despesas com cuidados de saúde prestados a residentes da Região assistidos no continente.

Estamos a trabalhar para que muito em breve os agricultores paguem menos contribuições à segurança social na agricultura familiar e para que sejam aprovadas novas regras de delimitação das propriedades em zonas de domínio público marítimo.

Os trabalhos e os dias continuam, como no poema de Hesíodo, assim como o meu empenho e dedicação.

Continuarei a dar o meu máximo em prol da região e a acreditar como o poeta grego que o trabalho é a fonte de todo o bem e que “tanto os deuses como os homens desprezam os ociosos, apesar destes últimos serem como zangões numa colmeia, tentando destruir o esforço das abelhas”.

Sara Madruga da Costa