
Amanhã comemora-se o 42º aniversário do dia mais importante para Portugal no século XX. O dia que permitiu que, por exemplo, escrevesse este texto e alguém o estivesse a ler sem ter de olhar por cima do ombro.
Celebrar Abril é recordar o que Abril terminou. Uma ditadura que perseguiu, torturou, matou. Uma ditadura suja como todas as outras.
Mas o marco mais importante, 42 anos depois (apenas 42 anos), é a certeza de que o 25 Abril passou a ser uma data, um feriado, algo natural e que consta dos livros de História. A democracia, a liberdade e, no nosso caso, a autonomia que criou, são naturais e poucos imaginam o que seria viver de outra forma.
Abril é natural, uma recordação para quem era uma criança em 1974, mas ainda me consegue comover.