Carla Gomes Sobre os incidentes que abalaram a Igreja de Ponta Delgada, e que levaram ao artigo publicado no dia 30 de Março de 2016, digo o seguinte: lamento que o senhor Presidente da Junta de freguesia de Ponta Delgada USE a palavra VERDADE, de forma incorreta, pois não estava presente nos incidentes, uma vez que estava na entrega de prémios do São Vicente Cup. Eis a verdade de quem estava lá: O senhor Padre convidou a dita catequista para, em conjunto com a Presidente da Casa do Povo de Ponta Delgada, Matilde Fernandes, fazer uma Cruz de Flores para a cerimónia do dia de Sábado de Aleluia. A Catequista adiantou os trabalhos, antes da chegada de Matilde Fernandes, que não gostou do facto. Chegado que foi às 16:40h a funcionária que encerra a Igreja, Sra. Fátima Fernandes, informou que iria encerrar a Igreja às 17:00, alegando que: “não iria andar para cima e para baixo ao serviço da Igreja, pois não era a vida dela”. Perante isto, foi feito um contacto telefónico, por uma pessoa, também presente, a Matilde Fernandes, para que esta pedisse ao Senhor Padre que encerrasse a Igreja mais tarde. Matilde Fernandes disse que o Senhor Padre consentiu que se encerrasse a Igreja às 17:00h. E assim o foi feito, sem quaisquer confusões. Mas ao que parece Matilde Fernandes terá dito mais do que o sucedido ao Sr. Padre. À hora do encerramento da Igreja, estavam, no interior, dois casais de Espanhóis, tendo sido mandados para rua pela dita funcionária. Na missa, a senhora Catequista estava sentada no interior da Igreja e foi o Padre quem chamou a catequista, antes da missa, para lhe dizer que “mandava” na Igreja e que a “Igreja era dele”. As mesmas expressões usadas com o senhor José Veiga, também expulso, no dia anterior. Perante os gritos do Padre a irmã da Catequista apenas foi pedir calma, a ambos, e também foi enxovalhada. Ressabiado o Padre não usou a Cruz na cerimónia. Outra verdade: No dia 20 de Março de 2016, na homília, o Sr. padre chamou todas as crianças ao altar para irem buscar uma caneta para o pai. Uma criança de cinco anos, dirigiu-se ao altar, mas foi afastada pelo Sr. Padre, por ser filho de pais divorciados. A avó da criança exigiu que o Sr. Padre lhe desse uma caneta ao que deu, dizendo, “dá isto ao teu pai”, em tom áspero, agressivo e rude. Dias depois, o avô da criança, em privado, manifestou a sua indignação perante aquela discriminação e questionou o Sr Padre porque tinha feito tal coisa à criança, que tinha ficado magoada tendo o Pároco posto cobro à conversa alegando: “não lhe dei a porcaria da caneta? Por causa de uma porcaria de uma caneta o senhor veio falar comigo?”. Isto é uma atitude anticristo, e discriminatória de uma criança pura e alheia às políticas e capelas da paróquia. Outra verdade: O Sr. Padre, dias antes da Páscoa, foi confessar duas pessoas, a uma casa privada, e, entre comes e bebes, criticou um comerciante local, muito popular, por ter assumido um filho fora do matrimónio. Isto levou a uma discussão acesa entre o Sr. Padre e o dito comerciante. Eis a verdade que o senhor Presidente da Junta deveria ter averiguado, antes de se ter manifestado, nessa condição. Vamos aguardar por outras verdades!