Todos nós sabemos existirem dois campeonatos na 1ª Liga de futebol. O dos três “grandes” do costume e o campeonato dos restantes. Actualmente o Braga está tão distante dos três da frente como dos imediatamente abaixo. Joga só.

O tratamento dado, por todos os intervenientes na máquina do futebol, aos clubes é distinto entre “grandes” e “pequenos”. Até e sobretudo nas arbitragens. O que não devia acontecer porque as leis do futebol são para todos. Deviam ser!

Quem viu o último Sporting-Benfica apercebeu-se que tudo foi permitido aos jogadores de ambos os lados. Virilidade em excesso, faltas em todas as bolas divididas e mesmo violência sem perdão. Tudo foi autorizado e consentido pelo árbitro, com especial tolerância para a agressão de Renato Sanches na 2.ª parte. A falta de amarelos e de vermelho, neste lance violento, alterou significativamente o jogo.

Como a agressão de Marcano sobre João Aurélio no jogo do Nacional com o Porto e que beneficiou a equipa de Pinto da Costa ao não ter sido expulso o jogador e ao não ter sido marcada a respectiva grande penalidade. O Porto venceu o jogo e o jogador titular jogou indevidamente os dois jogos seguintes.

Já neste último domingo na Choupana, com o Rio Ave, o árbitro apitou tudo o que devia e não devia, mostrando cartões amarelos por tudo e por nada. Como consequência provocou substituições imprevistas que mudaram as táticas pensadas. Para além disso, condicionaram as equipas, os técnicos e os jogadores nos próximos jogos.

Não me custa reconhecer que o rival do Nacional tem tido um estranho elevado número de expulsões.

O pior é que este estado de coisas é aceite por todos.

Ainda não engoli ver “responsáveis” pelo Nacional e pelo Porto a visionarem o vídeo do lance na área em ambiente de confraternização. Ainda no campo deviam era ter mostrado ao árbitro o erro - aceitemos como erro - indesculpável cometido, continuando os protestos em todas as instâncias.

Como fariam se de roubo a sua casa se tratasse. A “incompetência” daquele árbitro tinha de ser desmascarada.

Mas não é assim. Está aceite a regra das duas arbitragens. Não só nos jogos entre “grandes” mas sempre que eles jogam. Os mesmos árbitros têm dois critérios e sabem que ninguém ousará contestar. Para que não sofram consequências no futuro imediato. Alguns presidentes mandam umas “bocas”, mas tudo muito genérico e básico.

As arbitragens afastam gente séria do futebol ? Sem dúvida ! Mas o “grande” tem de ganhar ! Como não sou de qualquer clube “grande”... estou lixado!

Miguel de Sousa