Do poder local ao europeu, algumas curtas notas sobre o “estado de sítio”:

1. A freguesia de São Martinho ganhou vida ao longo dos últimos 2 anos - e se isso se deve em parte à criação e reativação de estruturas de apoio social dinamizadas pela sociedade civil, deve-se também ao trabalho de uma Junta de Freguesia mais virada para o apoio à população residente.

2. A Câmara Municipal do Funchal, sem swaps e sem ter de justificar erros com o que outros também faziam, recuperou o Lido e entrega-o de novo à população. É o resultado de um trabalho diário que aos poucos vai deixando marcas positivas na vida dos funchalenses.

3. Na Assembleia Legislativa da Madeira há perguntas da oposição por responder sobre contas antigas e promessas de Miguel Albuquerque por cumprir. Até quando?

4. Na Assembleia da República, a discussão do Orçamento de Estado trouxe boas notícias para os madeirenses, pela mão de quem, sendo Governo na República, dedicou-se a defendê-los no Parlamento, ao contrário de quem decidiu votar contra medidas que ajudam todos os portugueses e foi envergonhado nas votações de matérias que ajudam os madeirenses.

5. No Parlamento Europeu, Liliana Rodrigues discutiu as viagens aéreas e Cláudia Monteiro deu cartas na área do Turismo, arrecadando uma importante consagração. Pelo meio publicou um livro sobre “Oportunidades Europeias para a Juventude”, mantém um programa de estágios para jovens e tem sido muito ativa em questões como as pescas, os portos e os fundos para a Regiões Ultraperiféricas. Sem precisar de estatutos adicionais e sem cartas endereçadas, fica o exemplo do serviço que presta à Região.

O que destoa estrondosamente? O Governo Regional: 6. Nada de novo nas viagens aéreas: chegados a mais uma época alta, sobram os preços exorbitantes e as viagens sem subsídio. Miguel Albuquerque multiplica-se em artigos defendendo o modelo enviesado que criou, mas seis meses passados é tempo de perguntar o que é feito da avaliação prometida e dos ajustes necessários.

7. Nada de novo na Saúde: agora é a audição pública sobre a localização do futuro Hospital. Aceitam-se apostas sobre a data em que existirão desenvolvimentos concretos sobre o tema. Daqueles que normalmente valem votos.

8. Nada de novo na Justiça: tantos e tão bons preocupados com o Brasil, tão poucos atentos ao que se passou - passa? - na Madeira durante 40 anos em que negócios e política fundiram-se num só. Estranha atenção e proatividade, espontânea e seletiva, em prol do bem comum... brasileiro. Talvez o espírito da Ressurreição ajude...

João Pedro Vieira