Amélia Carreira Ao ler na “Mais” do Diário de Notícias de 6 de Março a reportagem sobre o Teatro Municipal e seu programa de visitas guiadas a partes diferentes da sua magnífica Sala de Espectáculos, chocou-me não haver qualquer referência ao actor madeirense Virgílio Teixeira que, também ele, mereceu uma placa no átrio do Teatro.
Destacaram João Villaret e Maria Matos (ambos mal escritos) de entre tantos outros de muito valor que aí estão perpetuados. E estiveram no Funchal só de passagem…
Ora o “nosso” Virgílio Teixeira teve um percurso internacional que perdura até hoje. Em termos de internalizações continua à frente de qualquer outro actor português, mesmo na actualidade em que o mundo “encolheu” e as viagens não têm história.
Ele “filmou” em Espanha (mais de 50 filmes), França, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Argentina, Perú, Angola. Em Portugal foi um galã apreciado tanto em filmes como em teatro e em novelas.
Destacou-se. Numa carreira longa foi distinguido com vários prémios que ofereceu ao Teatro Municipal. Aí estão expostos, mal arrumados, numa vitrina sem qualquer identificação. Uma incúria imperdoável.
Nem um simples cartaz em cartolina a mostrar a quem passa o que aquela vitrina representa.
Não quero imaginar que seja preciso recorrer a fundos europeus ou a uma subscrição pública para a Câmara Municipal reparar essa injustiça.
E por que não incluir alguma da sua filmografia dos festivais de cinema da Câmara Municipal?
E uma rua com o seu nome? Era isto que eu queria dizer. Está dito.