
Parcerias Público-Privadas, o nome pomposo que se inventou para grandes negociatas que, sem excepção, rapinam os impostos pagos por quem trabalha, a troco de inaugurações que garantem votos a quem assina estes roubos. Não há outra definição possível.
Por cá, o governo ficou muito feliz porque já não vamos pagar seis vezes o custo das vias-rápidas – umas de utilidade óbvia outras perfeitos disparates – e outras obras que apareceram por tabela. Vamos pagar 5,5 vezes. É mais simpático.
A monstruosidade destes contratos assassinos é tal que nem o PSD os defende. Nem sequer o secretário que fazia parte das equipas que tiveram a missão de dizer que isto era bom. E nem foi por falta de aviso porque, desde sempre, vozes da oposição alertaram para a desgraça em que se transformariam estes negócios. Ninguém os ouviu, riram, até fizeram troça e continuaram estupidamente a caminho do abismo.
Como diria Henrique Costa Neves, e sem correr o risco de ser expulso do partido, tudo isto acontece e no fim ninguém vai preso.