Após largos anos com (só?) duas equipas na I Liga de futebol, a Madeira esta época 2015/2016, presenteou-nos com 3 equipas, motivado pelo regresso do União da Madeira SAD, à ribalta do nosso futebol. Curiosamente ou não (será porque o dinheiro de 2 passou para 3?) o campeonato interno tem sido renhido e no todo nacional tem andado nivelado por baixo. Qualquer das equipas não pode falar de uma das outras, já que a prestação desportiva tem sido má e mesmo confrangedora, se comparada com anos anteriores, onde a luta pelos lugares europeus era encarado com naturalidade e uma quase exigência de cada uma das massas associativas dos nossos clubes. Factualmente o que vemos é, 2 dos clubes em lugares situados no primeiro terço a contar de baixo e o outro no lugar imediatamente acima desse terço, com uma média pontual de cerca de 1 ponto por jornada, que apesar de negativo terminado o campeonato deverá ser suficiente para manter qualquer das três equipas na I liga portuguesa. E isso é bom? Os infortúnios que cada um à sua maneira justificou existirem, são suficientes e justificativos para esta má prestação? São os erros duma arbitragem fragilizada? Uma organização da competição desajustada da realidade financeira actual do país? Recentemente o presidente do Marítimo afirmou que a Madeira não tem condições para ter 3 equipas na I liga. E será que não tem razão? O presidente do União afirmou por outras palavras que, então o Marítimo se assim achava, que desistisse. E essa seria a solução? Do Nacional, nada transpirou, não sei se será porque “gato escaldado de água fria tem medo”, ou porque entenderam ser esta uma conversa estéril e sem razão de existir, face à prioridade que existe em estabilizar a equipa neste momento menos conseguido. E neste caso acho que têm razão, pois esta conversa não leva ninguém a lado nenhum. Em tempos não muito distante tentou-se ingloriamente debater o desporto da região em congresso, procurando caminhos que eventualmente abrissem novas perspectivas de consolidação de tudo do bom que se fez ao longo dos anos pelo desporto da região e uma nova estratégia que, a longo prazo, permitisse salvaguardar tanto o desporto amador como o profissional, das agruras naturais provocadas pelas crises cíclicas porque todos os países e regiões passam. Não tendo sido nessa altura, nada se perde que se volte à baila com o assunto de um debate sobre o desporto, que hoje entendo poder ser sectorial e porque não começar pelo desporto profissional.

João Abreu dos Santos