“Mota, sai do beiral!” Costumava frequentar um bar com os amigos onde estava um indivíduo que dizia sempre aquilo. No início não fazia sentido mas depois achámos piada aquela frase e no fim já servia para tudo, até para pedir cerveja. Devo confessar que no sábado passado depois do jogo na Ribeira Brava a frase começou a soar incessantemente na minha cabeça por causa do futebol! Quem me conhece sabe que só fico preocupado com o futebol do Clube quando temos mais jogos que pontos. Neste momento é isso que acontece. Todavia, confio que quando este artigo for publicado a situação estará já conforme. E confio porque sei que temos um grande treinador e muito bons jogadores. Temos o plantel mais jovem da Liga. Por isso, não é de estranhar estas “dores de crescimento” traduzidas por falhas na finalização e outras desconcentrações que tiram pontos. Acima de tudo aquilo que releva é o trabalho que é feito e que tem de continuar a ser feito de forma cada vez mais arreigada, sem lamentos ou choraminguices. Ora, pondo de lado qualquer carpimento, se há coisa que não entra nesta equação é a Sorte. Sorte ou falta dela não depende de trabalho. Já não basta ir comprar o Diário (sim, porque eu não gosto de ler o DN naqueles aparelhinhos electrónicos e compro-o todos os dias – mas asseguro-vos que não digo aos amigos para o comprar quando escrevo!) e ver aquelas filas intermináveis de pessoas a jogar no “euromilhões”, nos “raspinhas” e nas “lotarias” em nome da Sorte, tudo jogos que eu repudio e nos quais não tenciono gastar sequer um cêntimo. Já agora e para reflexão, podemos atentar no facto de a verdadeira sorte ser a de não jogar nessas coisas e alguém meter o bilhete premiado na nossa caixa do correio. Aí sim, é Sorte! Deste modo, não é admissível falar em falta de sorte por não marcar um golo. Falta de sorte é apanhar uma doença. No futebol, tudo deve ser trabalho, tudo mesmo: o passe que é feito, a antecipação ao adversário, o remate, etc. e o trabalho que é feito no nosso clube é excelente. Aliás, isso também pode ser provado pelo facto de ter ocorrido mais uma “limpeza” de títulos no futebol jovem: Iniciados e Juvenis Campeões e os Juniores só não são campeões da Madeira porque já estão a nível superior. Os 3 escalões jovens de futebol disputam os títulos de Portugal.

Pedro Mota Advogado