O Grupo Pestana não podia estar mais satisfeito com o desempenho dos novos hotéis associados a Cristiano Ronaldo e que abriram este ano no Funchal e em Lisboa. “Estamos muito contentes, correu muito bem, mas abrir hotéis em anos bons do turismo é sempre fácil”, revelou hoje o administrador do grupo hoteleiro, José Roquette, assumindo que tem sido uma fase de aprendizagem, uma vez que a nova marca do grupo é muito distinta, estando muito associada ao lifestyle e moda, à imagem do internacional português. “Ainda é cedo para falar em números, mas estamos muito contentes, é uma marca para a geração millennials [geração da Internet], mas reparámos que estamos a chegar a outras pessoas também”, referiu.
A parceria está a ser positiva de tal forma que o grupo já tem outras cidades debaixo de olho para a abertura do 5º hotel CR7 . Com Madrid e Nova Iorque já em andamento e aberturas previstas para 2018, o grupo já está no mercado à procura do próximo destino. “Será em Londres, Paris ou Berlim”, explicou o administrador.
4 hotéis na América
O grupo, que assegurou ontem, num encontro com os jornalistas em Lisboa para explicar a estratégia global para os próximos meses, estar na sua “maior fase de expansão de sempre” vai abrir uma outra unidade em Nova Iorque, que será um complemento ao CR7 Manhattan. “Fica na mesma rua, mas na zona Este que é mais calma”, revelou, falando num investimento de 25 milhões de dólares. Com esta unidade passarão a quatro os hotéis Pestana nos Estados Unidos: Miami, Newark e Nova Iorque (2).
Até 2020 o grupo pretende abrir 20 hotéis: dez em Portugal e dez no estrangeiro, num investimento previsto de 200 milhões de euros e com o intuito de atingir a marca simbólica de 15 mil quartos. Entre estes estão, como o DIÁRIO já tinha avançado, o novo resort do Porto Santo, o Pestana Dunas, com 400 quartos, que se juntará ao Colombos Resort , ao Pestana Porto Santo e ao Ilha Dourada Hotel & Villas, antigo Hotel Libervita.
Com 40 anos de vida e um volume de negócios actual na ordem dos 400 milhões de euros e cerca de 70% da actividade concentrada na hotelaria, o grupo nascido na Madeira gere activos avaliados em 1,1 mil milhões de euros.


