É bom começar por dizer o óbvio: 2016 está no fim! E, ao contrário dos finais absolutos, estes fins trazem sempre novos começos. Novas oportunidades de começar de novo, de corrigir, de pensar em novas formas de proceder. E, porque não, em novas formas de pensar e de estar. São também estas as alturas de olhar para trás, de fazer balanços, de lembrar-se do que nos marcou, que pessoal quer profissionalmente.

Mas há coisas que nunca mudam. O reconhecimento de trabalho árduo, muitas vezes difícil, mas bem feito é o combustível para a introspecção. E para a decisão de fazer mais e melhor. Sempre mais e melhor, com vontade, com um sorriso e sem lamúrias.

Quem trabalha no Casino da Madeira, cedo habitua-se a que a sua vida não seja “normal”. “Trabalhar onde os outros se divertem” deixa de ser a piada fácil e passa a ser um modo de vida. E as equipas maravilha formam-se precisamente nesta altura: quando se assume, com normalidade, uma vida que nunca vai ser convencional.

As mais de 100 pessoas que compõem a equipa do Casino da Madeira têm uma coisa em comum: a impossibilidade de fazer uma série de coisas. Os jantares em família e com amigos só acontecem muito de vez em quando, ir pôr os filhos à escola, dar-lhes um beijo de boa noite ou brincar com eles torna-se frequentemente impossível. Seguranças, empregados de mesa, barmen, pagadores, contínuos, empregados de limpeza, técnicos de som, músicos, DJs, cozinheiros, técnicos de manutenção, bailarinos e copeiros entre outras categorias profissionais, tornam-se criaturas de um mundo à parte. Um mundo onde a vontade de bem servir e de proporcionar bons momentos aos clientes assume o papel principal.

Se o leitor pensar que trabalhar num casino é mais fácil do que estar de serviço num hospital, numa estação de serviço ou numa padaria, desengane-se. Porque tudo deve ser feito com dedicação e sentido de responsabilidade. Porque toda a gente precisa de saúde, de combustível, de pão... e de diversão. E criar um ambiente de diversão que seja seguro, limpo, diferente e mágico dá muito trabalho. Divertir os outros é assunto muito sério.

Qual é, então, o lado bom de trabalhar no Casino da Madeira? É precisamente a possibilidade de pertencer à “equipa maravilha”! De pertencer a um grupo de profissionais sérios, competentes, dedicados, simpáticos e cumpridores. É a noção de “família” que a convivência e o trabalho fora de horas trazem. É pegar na adversidade de não poder fazer muitas coisas “normais” e aprender a gostar disso. O segredo está em gostar do que se faz e fazê-lo com gosto e com vontade.

2016 foi um reflexo disso mesmo. Foi um sem número de eventos, uns maiores outros menores, que precisaram de ser preparados, realizados e desmontados. Foram 363 dias de operação contínua, com o Casino aberto ao público 12 horas por dia. Foi tudo melhor do que alguma vez se fez. Mas não foi tão bom como o que ainda está para vir. E esta equipa está preparada para o que está para vir. É uma equipa de gente bonita, por fora e por dentro, com um sentido de missão, de responsabilidade e de camaradagem que só visto! E estas pessoas merecem todas, além do seu ganha-pão, o respeito e o reconhecimento de um trabalho bem feito.

Venha 2017! O Casino da Madeira tem um Mundo de coisas preparadas para os seus clientes. Um Mundo novo, de coisas novas, diferentes, cheias de imaginação e de qualidade. Porque a qualidade vem de dentro. A qualidade está, primeiro que tudo, nas pessoas que a criam.

Obrigado 2016! E sê bem-vindo 2017!”