A Polícia Judiciária deteve 25 pessoas, 19 das quais estão em prisão preventiva, por suspeitas de ligação a uma rede internacional ligada a crimes de tráfico de pessoas e associação criminosa, informou hoje a PJ.
Um dos detidos está a cumprir prisão com obrigatoriedade de permanência na habitação.
Em comunicado, a PJ refere que a investigação decorria há perto de ano e meio e que com a cooperação internacional da Embaixada da Roménia foi possível identificar e desmantelar um grupo criminoso que explorava a título laboral e sexual dezenas de vítimas.
O grupo, composto por homens e mulheres, angariava mão-de-obra, mediante a promessa de melhoria de vida, a qual depois exploravam, com recurso a grande violência, ameaça física e coação. Além disso, exploravam sexualmente as mulheres e extorquiam pessoas em vários locais portugueses, acrescenta o documento.
As últimas detenções ocorreram há poucos dias na Suécia e na Roménia, em cumprimento de mandados de detenção europeus.
Recentemente foi detido em Portugal um advogado, suspeito de ter elaborado o tecido empresarial que possibilitou a exploração das vítimas sob aparente legalidade, tendo tido também um papel ativo em todos os contactos e atos que levaram à concretização e perpetuação da atividade criminosa pelos outros arguidos.
A Polícia Judiciária crê ter desmantelado na totalidade o grupo criminoso e acrescenta estar convicta de que mais de 50 vítimas deixaram de estar subjugadas à exploração a que foram submetidas por tal grupo.
Para a PJ, o número real de vítimas do grupo cifra-se a mais de uma centena, aguardando agora a extradição dos suspeitos presos no estrangeiro.
A investigação foi titulada pelo Ministério Público de Sintra e a investigação esteve a cargo da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ.
