O partido Juntos Pelo Povo vai apresentar uma proposta própria sobre o novo regime fiscal para a Madeira. Élvio Sousa lembra que essa é uma promessa do PSD, mas, “após uma leitura rápida ao documento”, o JPP encontra falhas graves e vai criar um modelo a apresentar ao longo do próximo ano, depois de um processo de auscultação a várias entidades.

A garantia foi dada esta manhã por Élvio Sousa. À porta do Mercado dos Lavradores, o líder do JPP, acompanhado por outros dirigentes, voltou a criticar Miguel Albuquerque por fazer com a questão fiscal o mesmo que tem feito com o ferry e a mobilidade: “Chutar para a República”. Ora, diz Élvio Sousa, está na altura de o Governo governar.

O dirigente do JPP considera que a proposta do PSD, defendida por Miguel de Sousa, seria sobretudo vantajosa para as grandes empresas. “Daria uma redução de 76% às empresas com lucros tributáveis acima dos 500 mil euros”, observa. Já as pequenas empresas teriam “apenas uma redução de 40%” diz Sousa, que considera que não estão valorizadas as pequenas e micro empresas, “que representam 90% do tecido económico-empresarial e são o garante de empregabilidade na Região”.

Élvio Sousa espera que “o Governo Regional se deixe de histórias da República” e que “concretize rapidamente um alívio fiscal”, em 2017, perante uma situação que deixa os madeirenses num plano de “escravatura fiscal”.

Perante este quadro, o JPP anuncia que quando a proposta do PSD chegar ao Parlamento “não terá o voto favorável” dos Juntos Pelo Povo. Sousa reconhece algumas vantagens, nomeadamente nos “11 artigos que poderiam ser aproveitados”, depois da análise “ao de leve” feita pelo partido, mas não o suficiente para estar a favor do modelo social-democrata.