O presidente do Governo Regional revelou esta manhã que as remodelações operadas esta semana no executivo decorrem da necessidade de proceder a ajustamentos que considera necessários para “a boa prossecução das políticas públicas”. E acrescentou que será sempre essa a política que vai seguir.
“Quero dizer, independentemente do que possam pensar, que farei sempre os ajustamentos necessários”, disse o presidente do Governo à margem da cerimónia de posse do novo secretário regional da saúde. Albuquerque lembrou que a saída de João Faria Nunes deve-se a “questões pessoais de saúde” e que as restantes nove mudanças de titulares resultam dos tais ajustamentos considerados necessários e também do facto de alguns dirigentes agora substituídos terminarem funções a 31 de Dezembro.
“Há áreas no Governo que normalmente devem ser melhoradas e não devemos ter nenhum complexo de ajustar a administração política do Governo às necessidades da própria evolução económica e social da Região”, disse ainda.
“Acho melhor fazer ajustamentos e ter o Governo a funcionar bem, do que optar por uma falsa estabilidade e um imobilismo e termos problemas de paralisação da administração. Não é o caso, mas é bom desmistificar essa ideia”, sublinhou Miguel Albuquerque.
Quanto às críticas da oposição, sobretudo na área da saúde e à forma como foram anunciadas as alterações, Albuquerque garante que se há sector que tem um rumo definido e que passa por reformas efectivas é justamente o da saúde.
Albuquerque deixou ainda palavras de agradecimento público a João Faria Nunes “pelo trabalho que teve como titular da pasta” da saúde. Elogiou também “a postura eticamente relevante” da presidente do Conselho de Administração do SESARAM e da restante equipa ao se demitirem com a vinda do novo titular. Lembrou que, nestes casos, cabe justamente ao novo governante designar os novos administradores, o que será feito brevemente, disse.
