O ex-presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, fez esta tarde, na sua página no Facebook, uma avaliação pouco positiva da remodelação que Miguel Albuquerque realizou no início desta semana no executivo madeirense, manifestando-se solidário com vários dos dirigentes dispensados e deixando recados sobre alguns dos novos dirigentes.
Sobre o novo secretário da Saúde faz uma apreciação positiva, mas diz que “só as qualidades humanas, o sentido de dever e a sua indesmentível competência profissional trazem o Dr. Pedro Ramos a se embrulhar nesta instabilidade da titularidade de cargos públicos”. “Faço votos para que no próximo Natal ainda se mantenha no cargo, apesar da média de dez meses em funções para cada Secretário da Saúde deste Governo”, remata o ex-chefe do executivo.
Jardim diz que “é com pena” que vê saírem Maria João Monte (SESARAM), Alexandra Mendonça (APRAM), Paula Cabaço (IVBAM), Rui Silva (Direcção Regional do Trabalho) e Luís Neri (Protecção Civil), a quem expressa o seu reconhecimento pela “categoria profissional com que servem o povo madeirense” e pela forma como o ajudaram enquanto esteve na Presidência do Governo. A este respeito, deixa uma crítica velada a Miguel Albuquerque: “Na estratégia de divisionismo irresponsável, mas intencional, é ‘pecado’ ter trabalhado e valorizado a Madeira no período ‘jardinista’... de que outros procuram disfarçar e esquecer terem sido figuras de proa”.
Das diversas escolhas feitas pelo actual Governo Regional, Jardim apenas considera positivas as escolhas do Manuel Filipe para o Instituto das Florestas e de Lígia Correia para a APRAM. Quanto a todos os outros, diz que não os conhece mas que deseja-lhes “o melhor para a Região Autónoma”. Dois dos novos dirigentes têm direito a recados personalizados. “Registo ser preciso ir buscar aos Açores alguém para a Protecção Civil, cargo que exige um conhecimento pormenorizado do território madeirense, bem como da evolução regional nas últimas décadas”, discorre sobre José Oliveira Dias. Quanto à indicação de Bruno Rebelo de Sousa para a presidência do IVBAM, comenta: “trazer da ‘Bacalhoa’ de José Berardo um jovem ‘manager’ em exportações desses vinhos, para os promissores, mas vulneráveis, sectores do Bordado Madeira, do Vinho Madeira e do restante Artesanato”. “Promoções conjuntas”, questiona, a terminar.

