O capitão de mar-e-guerra Félix Marques termina brevemente uma comissão de quatro anos no comando da Zona Marítima da Madeira e sete em serviço na Região. Esta manhã, foi à Quinta Vigia apresentar cumprimentos de despedida ao presidente do Governo Regional e fez um balanço aos anos que esteve à frente da autoridade marítima.
Desde logo destaca a chegada, amanhã, do navio NRP Tejo, um patrulha da classe do mesmo nome, adquirido à Dinamarca e que terá a primeira missão na Madeira. Um reforço de meios para substituir os navios patrulha da classe Cacine que estão ao serviço há mais de 40 anos.
“Durante este período, um navio da classe Viana do Castelo também esteve a prestar serviço em 2014. Houve, também, o reequipamento significativo que toda a estrutura da autoridade marítima teve aqui na Madeira, nomeadamente em termos de infra-estruturas e meios náuticos, embarcações que vieram reforçar a nossa capacidade de intervenção, quer no salvamento marítimo, quer nas operações da Polícia Marítima”, destaca.
Félix Marques também considera uma marco do seu comando a concretização de um processo que se arrastava ao longo de anos que era “a transferência da Fortaleza do Pico para a posse da Região e que foi concretizada em Julho de 2014”.
Antes de assumir o comando da Zona Marítima, Félix Marques já estava destacado na Região. Ao todo, forma mais de sete anos de serviço.
“Do ponto de vista pessoal, se tivesse possibilidade, a Madeira ganharia mais um residente mas, por razões profissionais não posso ficar, mas com muita pena minha. Quem sabe se não voltarei um dia, passei aqui sete anos da minha vida pessoal e profissional maravilhosos”, reconhece.

