O Governo da Madeira considera que os serviços mínimos decretados na sequência da greve decretada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) nos dias 24, 27, 29 e 30 de dezembro são “exíguos” e “uma afronta” à Região.

“Trata-se de uma verdadeira afronta à Região, de uma fixação de mínimos que é claramente exígua face às reais necessidades desta Região, nas datas a que se referem estas paralisações”, diz o executivo madeirense numa nota divulgada hoje pela secretaria regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira.

No mesmo documento, o secretário madeirense da tutela reafirma ter manifestado junto do ministério do Planeamento e das Infraestruturas, da secretária de Estado as Infraestruturas e do Sitava a sua “a sua total discordância relativamente aos serviços mínimos de assistência em escala, decretados”, acrescentando ter “alertado os intervenientes para uma solução que não implique este desfecho”.

Eduardo Jesus também manifesta “profunda apreensão” com esta greve, insistindo na importância de ser encontrada “uma alternativa que impeça a sua concretização, a bem do interesse comum e da imagem desta Região.”

Também adianta que nas missivas enviadas para os responsáveis do Governo da República transmitiu que os serviços mínimos fixados “em nada minimizam os constrangimentos que se colocam, quer aos residentes quer aos visitantes, numa altura em que a procura elevada não se compadece com esta oferta de serviços” na Madeira.

“Estamos a falar de paralisações que deixam antever graves prejuízos para a imagem do destino, numa altura em que esta ilha é fortemente procurada”, salienta o governante madeirense.

O responsável insular considera ainda que esta decisão “é clara e manifestamente insuficiente para fazer face à procura, comparativamente ao que seria a assistência ao movimento regular de voos e passageiros, no Aeroporto da Madeira, durante este período”.

Eduardo Jesus lamenta que “mais uma vez, a Madeira esteja a ser prejudicada no seu bom nome, enquanto destino turístico, e na sua acessibilidade ao exterior”.

Os trabalhadores dos aeroportos das empresas Prosegur e Securitas vão fazer greve em 27, 28 e 29 de dezembro por ainda não haver acordo sobre o novo Contrato Coletivo de Trabalho.

Esta paralisação coincide, em dois dias - 28 e 29 de dezembro - com a greve dos trabalhadores da Groundforce e da Portway, o que “poderá causar perturbações nos aeroportos portugueses entre o Natal e o Ano Novo”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) emitiu pré-avisos de greve das 00:00 do dia 28 de dezembro às 24:00 de 30 de dezembro de 2016 para a Groundforce e para a Portway, as duas principais empresas que fazem a assistência de pessoas e bagagem (’handling’) nos aeroportos nacionais.

O Sitava convocou uma greve dos trabalhadores da segurança nos aeroportos, das empresas Prosegur e Securitas, de 27 e 29 de dezembro, por não ter sido alcançado um acordo sobre o novo Contrato Coletivo de Trabalho com a Associação de Empresas de Segurança.

Os trabalhadores das empresas Prosegur e Securitas são quem assegura o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros e também dos trabalhadores do aeroporto.

Entretanto, foi também convocada uma greve na Groundforce para 24 de dezembro, véspera de Natal, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC).