O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Filipe Sousa, reagiu hoje, através de um comunicado, à posição assumida pelo PSD em relação ao Orçamento Municipal de Santa Cruz.

“O PSD produziu mais um dos seus alucinados comunicados, deitando novamente mão àquele seu estilo ficcional que tem por objetivo fazer esquecer as responsabilidades que teve durante trinta anos e que ainda hoje condicionam o futuro de Santa Cruz e da Madeira”, começa por referir o autarca santa-cruzense, acrescentando que o PSD “de forma reincidente, atira-se ao Orçamento Municipal, que acusa de não refletir investimento, nem apoios às instituições desportivas e culturais do concelho”. E prossegue: “O que o PSD se esquece de dizer é que foi o responsável por colocar, preto no branco, todas as impossibilidades de apoio e de investimento, ao assinar um PAEL que, apesar da recuperação financeira conseguida nos últimos três anos, ainda impede o implementar das medidas que o PSD agora reclama como se não fosse responsável.”

Filipe Sousa adianta que os social-democratas “chegam ao cúmulo de chamar de má gestão a recuperação financeira do Município, reclamando a não inclusão de dívidas em litígio, quando em 2013 não inscreveu no seu Orçamento 30 milhões de euros em dívida. Nem o empolamento salvou o pagamento dessa dívida ilegal. Isso, contudo, não impediu o PSD de aprovar esse orçamento, preferindo agora chumbar um orçamento que cumpre a lei. São opções...”, sublinha, acrescentando que “o PSD é capaz de vez o mato no olho alheio, mas não a enorme trave de madeira maciça que tem à frente dos olhos”.

O presidente da Câmara de Santa Cruz considera que “a cegueira programática do PSD é tão grande que nem vê os investimentos que estão previstos, nem vê os que já estão no terreno. Recorde-se, só a título de exemplo, o asfaltamento integral da Rua Maria Ascensão na Camacha, que o PSD deixou degradar-se durante anos a fio. Outras se seguirão e pode o PSD voltar a esgrimir comunicados, que nós continuaremos a trabalhar”.

No comunicado, Filipe Sousa acrescenta que “o que a população precisa saber é que ao votar contra este orçamento, por razões eleitoralistas, o PSD também está a votar contra os quatro milhões de euros em medidas sociais que nele estão inscritas, e que permitem a manutenção do IMI na taxa mínima, a implementação do IMI familiar, a devolução de 20% do IRS aos munícipes de Santa Cruz, a distribuição gratuita de todos os manuais escolares aos alunos do primeiro ciclo, o aumento das bolsas de estudo e o reforço do Fundo de Emergência Social”.E finaliza: “Mas é claro que para o PSD é mais importante o regresso ao poder, mesmo com o recurso a mentiras e meias verdades, do que o bem da população.”