Quatro dos seis arguidos detidos esta semana por associação criminosa, contrafacção de títulos equiparados a moeda e burla informática, que causaram prejuízos superiores a 100 mil euros, ficaram em prisão preventiva, indica hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
Após terem sido apresentados ao juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório judicial e por se julgarem verificados os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa, quatro arguidos ficaram em prisão preventiva e os outros dois aguardam em liberdade o julgamento, adianta a PGDL.
Segundo o MP, os seis arguidos, detidos na segunda-feira pela PJ, estão “fortemente indiciados” pelos crimes de associação criminosa, contrafacção de títulos equiparados a moeda, burla informática, burla qualificada, falsificação ou contrafacção de documento (autêntico) e branqueamento.
A PGDL indica também que este grupo criminoso utilizava dados de cartões bancários obtidos junto de diversas entidades para realizar transacções fraudulentas, com recurso aos dados desses cartões, em comerciantes on-line e efectuar a contrafacção de cartões bancários.
Na nota, a PGDL explica que a contrafacção de cartões bancário era feita através da regravação dos dados bancários verdadeiros em cartões com bandas magnéticas e utilizar os cartões bancários contrafeitos e os dados desses cartões em terminais de pagamento automático (TPA) de comerciantes.
Com este modo de actuação, os autores conseguiram recolher e distribuir por si montantes que ascendem a cerca de 100 mil euros.
Durante a “Operação Fragância”, que decorreu na zona da Grande Lisboa, foram ecfetuadas sete buscas domiciliárias, tendo sido apreendidos “importantes elementos probatórios” e diversos bens que são produto dos crimes, nomeadamente cartões bancários contrafeitos, um skimmer, um TPA e numeroso material electrónico, incluindo computadores portáteis, telemóveis, iPhones e xBoxes.
Além dos seis detidos, com idades entre os 17 e 41 anos, foram também constituídas arguidas mais 12 pessoas.
A investigação, dirigida pelo Ministério Público, esteve a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.
