O ainda secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, não descartou hoje a possibilidade de concorrer à Presidência da Coreia do Sul depois de terminar, no final do ano, o segundo mandato na liderança das Nações Unidas.

Em janeiro do próximo ano, Ban Ki-moon espera, em primeiro lugar, fazer uma pausa, regressar ao seu país de origem e encontrar-se com líderes políticos, sociais e amigos, para estudar as opções para o futuro.

“Irei considerar seriamente o que posso e devo fazer pelo meu país”, explicou hoje o sul-coreano, numa conferência de imprensa para fazer o balanço dos 10 anos em que assumiu a liderança das Nações Unidas.

Lembrando que ainda lhe restam 15 dias como secretário-geral, Ban Ki-moon não quis adiantar muito sobre os seus planos de futuro, mas assegurou que terá um período de descanso.

“Durante os últimos 10 anos não consegui tirar umas verdadeiras férias”, disse o sul-coreano, que admitiu que o trabalho que envolve a liderança da ONU tem sido “muito difícil”.

Ban Ki-moon é mencionado há vários meses como um possível candidato à Presidência da Coreia do Sul, país que vive atualmente uma grave crise política depois da demissão da Presidente Park Geun-hye, por envolvimento num escândalo de corrupção.

O ainda secretário-geral da ONU, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2004 e 2006, reconheceu hoje que a situação da Coreia do Sul é “muito difícil”, mas afirmou estar confiante de que o povo sul-coreano irá superar os atuais problemas.

O antigo primeiro-ministro português e ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados António Guterres vai suceder a Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral das Nações Unidas a partir do dia 01 de janeiro de 2017.