O mundo prepara-se para assistir à tomada de posse do 42º Presidente da América. O novo inquilino da Casa Branca, o todo-poderoso DonaldTrump, um dos homens mais ricos da América. Homem de sucesso, com mansões, barcos, dono da famosa Torre Trump, em Nova Iorque e muito mais... Este homem (milionário) foi eleito pelo povo americano para governar a maior potência mundial. Os Estados Unidos da América.

Isto que aconteceu na América era quase impossível em Portugal.

Quem, em Portugal, elegeria um Belmiro, um Amorim, um Soares dos Santos, para Presidente ou Primeiro-ministro?Ou mesmo na nossa ilha quem escolheria um Pestana, um Sousa ou um Ramos para Presidente do Governo Regional? Basta ver o que aconteceu nas eleições diretas de um partido regional.

Na nossa cultura, os ricos não são mais do que uns “aldrabões”, “ladrões” ou “andam em alguns negócios obscuros”.

Lembro-me sempre da história que me contaram. Que na América, quando alguém passa na rua com um Ferrari, o americano diz: “vou trabalhar para conseguir ter um carro daqueles”, o português diz:“aquele roubou ou anda metido na droga”. Esta é a diferença de cultura, de mentalidades, de preconceitos e até a forma de alcançar o famoso “sucesso”. Enquanto uns valorizam o trabalho, o sacrifício, a sagacidade, para conseguir almejar os objectivos. Os outros simplesmente lamentam, invejam, caluniam e sofrem de mesquinhez no pensamento e nas ações.

Transpondo isto para o plano local e já que para 2017 temos autárquicas, os candidatos locais, também não podem ter atributos de riqueza. O melhor é mesmo não ter nada, ser pobrezinho e se fazer de coitadinho, que assim terá maior sucesso eleitoral.

Esta é uma das grandes diferenças entre nós e os americanos.

PS. Bom natal e um bom ano de 2017.