O maior banco de Itália, o Unicredit, anunciou ontem a intenção de fazer um aumento de capital de 13 mil milhões de euros e de cortar 14 mil postos de trabalho até 2019.
O banco espera poupar 1,1 mil milhões de euros em despesas com pessoal com esta medida, integrada num novo plano estratégico ontem apresentado.
O corte de 14 mil postos de trabalho deverá ocorrer num período de três anos, até 2019. O plano prevê assim mais 6.500 saídas do que fora previsto anteriormente.
A vulnerabilidade da banca italiana suscita há meses desconfiança entre os investidores. O Unicredit está entre os bancos com pior desempenho nos testes de resistência europeus publicados em julho.
Os créditos malparados da banca italiana atingem os 360 mil milhões de euros, cerca de um terço do total existente na zona euro.
A operação de aumento de capital de 13.000 milhões vai realizar-se durante o primeiro trimestre do próximo ano e será garantida por um consórcio de bancos internacionais, segundo o plano estratégico hoje apresentado.
Além do UniCredit Corporate, a entidade vai contar ainda com a Investment Banking, Morgan Stanley, UBS, BofA Merrill Lynch, J.P. Morgan, Mediobanca, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank e Goldman Sachs.
Os analistas adiantam que, na realidade, será um aumento de capital de quase 20.000 milhões já que nas contas entram as receitas das vendas da Pioneer Pekao e parte da Finceco.
Além disso, o maior banco de Itália em ativos prevê uma ampla operação de limpeza, uma vez que espera lançar 17.700 milhões de euros em empréstimos brutos e convertê-los em titularizações que vai vender aos acionistas.
