As Forças da Síria Democrática (FSD), aliança armada curdo-síria, avançaram 15 quilómetros em três dias de ofensiva para expulsar o grupo extremista Estado Islâmico da cidade síria de Raqa, indicou hoje a milícia apoiada pelos Estados Unidos.

A “Campanha de Libertação de Al-Raqa” publicou na sua página da rede social Facebook que, durante o dia de hoje, as FSD progrediram cinco quilómetros em direção à cidade considerada a capital ‘de facto’ do califado autoproclamado pelos ‘jihadistas’ do grupo Estado Islâmico (EI) em junho de 2014, e chegaram até ao rio Balikh.

Ao avançarem a partir da localidade de Ain Aisa, no norte da província de Al-Raqa, as FSD tomaram hoje o controlo de cinco quintas e duas aldeias.

Entretanto, na frente de Suluk, também no norte da região, a milícia, que conta com a cobertura aérea da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, avançou até à aldeia de Khaniz.

A “Campanha de Libertação de Al-Raqa” acrescentou que o EI lançou hoje um ataque com armamento pesado contra a população de Al-Abid que foi repelido pelas FSD.

Por seu lado, o Observatório Sírio de Direitos Humanos indicou que duas pessoas da mesma família morreram devido a ‘rockets’ disparados pelas FSD e aos bombardeamentos da coligação internacional contra Khaniz.

As FSD também lançaram projéteis contra a aldeia de Al-Hisha, ocupada pelo EI e onde na madrugada de hoje pelo menos 20 pessoas morreram num suposto ataque aéreo da coligação internacional, segundo o observatório.

No domingo, as FSD anunciaram o início da ofensiva “Ira do Eufrates” para arrancar ao grupo ‘jihadista’ o controlo da cidade de Al-Raqa.

Numa primeira fase, as FSD tentaram isolar a localidade, antes de procederem ao assalto ao seu interior.