A oposição venezuelana admitiu hoje que por falta de resultados poderá ter que abandonar o diálogo iniciado com o Governo do Presidente Nicolás Maduro, com a mediação do Vaticano e da Unasul.
“Sentámo-nos para dialogar porque é um passo necessário e o substituto disso é matar-nos. Sentámo-nos à mesa com requisitos específicos e se não houver resultados, teremos que parar”, disse Henry Ramos Allup, presidente do parlamento da Venezuela, durante o fórum “parlamento e democracia - presente e futuro”, durante o qual sublinhou estar na disposição de “ir até ao inferno, se tal for necessário, para falar com o demónio para salvar a Venezuela”.
Por outro lado explicou que o diálogo não é até ao infinito e que a oposição mantém a defesa de vários pontos, estando na expetativa em quanto à próxima reunião da mesa de diálogo prevista para 11 de novembro.
Segundo Henry Ramos Allup, o parlamento venezuelano, onde desde janeiro a oposição detém a maioria, “converteu-se num organismo nulo, porque legisla e legisla, enquanto o Supremo Tribunal de Justiça declara que (os seus atos) são inconstitucionais”.
“Para o diálogo exigiram-nos duas pré-condições. Uma suspensão temporária da avaliação política do Presidente (Nicolás Maduro) e da célebre marcha (de 3 novembro) que com toda a razão convocámos”, frisou, recordando que a oposição acedeu, a pedido do Vaticano.
A 30 de outubro o Governo venezuelano e a oposição iniciaram, em Caracas, um diálogo, com a mediação do Vaticano e da União de Nações da América do Sul, para encontrar soluções para a crise política e económica que afeta o país.
A próxima reunião está prevista para 11 de novembro.
