O CDS afirma que a melhor solução para este ‘entrave’ na ligação marítima entre a Madeira e o continente é o Governo Regional propor um conjunto de condições que sejam benéficas para os armadores, nomeadamente as que podem isentar de taxas todos os armadores que queiram retomar a ligação marítima de passageiros e de carga, como a isenção de taxas de 4 anos e não de apenas 1 ano.

Segundo o presidente do partido, esta ideia da ligação de ‘ferry’ entre a Madeira e o continente foi do PSD. No entanto, o Governo Regional acabou por criar um grupo de trabalho que impôs uma série de condições e requisitos que todos os armadores recusaram. “O que consta é que os barcos devem ter 175 metros. Se tiverem 176 já não é um barco que possa navegar entre a Madeira e o continente? Têm de ter, no mínimo, capacidade para 400 passageiros. Se tiverem 300 passageiros de capacidade não podem navegar entre a Madeira e o continente? É por estes requisitos, que são inaceitáveis, que os armadores recusaram, obviamente, retomar a linha”, acrescenta António Lopes da Fonseca. O deputado desafia, então, o governo a solicitar aos armadores que indiquem o tipo de operação que deve ser feita, o modelo de barco e o número de frequências a realizar e só depois dessas informações, indicar aos interessados as isenções que está disponível a ceder.

Na análise de um relatório disponibilizado, o CDS discrimina, ainda, a declaração de um armador que reivindica para a sua empresa o subsídio de mobilidade marítima para passageiros, alegando já transportar passageiros para o continente nos navios-contentores, o que para Lopes da Fonseca é uma ofensa à dignidade dos madeirenses.

O líder da oposição regional conclui que a ligação marítima por ‘ferry’ seria uma alternativa aos preços exorbitantes que a TAP está a praticar de momento nas viagens aéreas.