O presidente da Casa do Povo da Calheta praticamente começou o seu discurso de tomada de posse elogiando a secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais que presidiu ao acto. Nuno Maciel disse que apesar de Rubina Leal estar há pouco em funções governativas “é a mulher certa, no lugar certo, no momento certo”.
Para trás o dirigente ainda sublinhou que a governante é “competente” e tem uma “capacidade” de trabalho invulgar.
Minutos volvidos aos rasgados elogios acabou por fazer um pedido: “A Casa do Povo precisa de uma casa própria”.
É que ao longo dos 43 anos de existência o presidente lembrou que a colectividade “nunca teve uma sede própria”. E acrescentou: “Faz falta”. E faz porque assumiu não ser por “capricho do seu presidente, mas pela melhoria do serviço que se presta, e porque poderíamos fazer mais se tivéssemos mais espaço”, justificou o pedido.
Rubina Leal ouviu e ripostou nos elogios ao dirigente calhetense, acentuando a sua “visão”, “competência” e “capacidade”, mas quanto a resposta ao pedido, a governante foi evasiva, referindo que “existem algumas soluções” para que a agremiação tenha instalações próprias, prometendo de seguida estudar eventuais mudanças.
Antes, o presidente da Câmara Municipal da Calheta também afinou as suas palavras pelo mesmo diapasão de Maciel, que afinal também é seu número três na autarquia. Carlos Teles juntou aos predicados a “experiência” que Rubina Leal obteve na Câmara do Funchal quando foi vereadora no mandato de Miguel Albuquerque.
Num balanço e contas à visita da governante à Calheta, há quem prefira ver a governante no cargo onde actualmente exerce funções, embora, já no final, também se escutasse o apoio declarado a uma candidatura contra Paulo Cafôfo.

