Já está. Começou como Orçamento Mortágua, acabou com Orçamento Caixa Geral de Depósitos. Polémicas, histórias e episódios à parte, o Orçamento de Estado (OE)para 2017 está aprovado pelo PS, com o apoio dos partidos que suportam o Governo, PCP, BE, PEV e pelo deputado do PAN. No que à Madeira diz respeito, trata-se do Orçamento que nada dizia sobre o novo Hospital, a grande reivindicação insular do momento, mas que acaba, por via de uma alteração proposta pelo PS-M e aprovada por unanimidade, por firmar o compromisso de o Estado pagar 50% da obra. Mas e há sempre um mas... Instando o Governo Regional a lançar o concurso público antes de pedir dinheiro.

No fim, um verdadeiro bate-boca insular entre social-democratas e socialistas. Rubina Berardo acusou a Gerigonça de deixar 30% das vítimas de incêndios sem apoios. Já Luís Vilhena considera inacreditável a postura dos três deputados do PSD-Madeira. “Revela falta de qualidade, perda de credibilidade e incapacidade de influência”, disse o deputado socialista. “Os deputados do PSD-M puseram em causa as reformas dos madeirenses, uma vez que queriam que na Madeira não se aplicasse o adicional do IMI, um imposto para quem tem mais património, e que reverte para a Segurança Social”, denunciou.

A troca de galhardetes não ficou por aqui. A deputada do PSD não se conforma com o chumbo de 20 das 21 propostas apresentadas pelos social-democratas. “Os deputados do BE e do PS-M apoiaram o boicote à Madeira, nunca despindo as suas vestes partidárias, em detrimento da nossa população”, lamentou. “O que eu gostaria era de convidar os deputados do PS [Carlos Pereira e Luís Vilhena] e do Bloco [Paulino Ascenção] a virem connosco às zonas altas do Funchal explicar porque é que as pessoas não vão receber os apoios prometidos. “Fizemos a nossa parte, que foi garantir 5,5 milhões do Prohabita”, respondeu Vilhena. “Garantimos 80% das ajudas”, afirmou. “O Governo Regional é autonomista às segundas, quartas e sextas, mas nos outros dias está de mão estendida à espera da solidariedade de Lisboa”, reagiu, criticando ainda o facto de o PSD-M nem sequer ter conseguido apoio do próprio partido.