A deputada do PSD Rubina Berardo não se conforma com o chumbo de 20 das 21 propostas de alteração ao Orçamento de Estado (OE) apresentadas pelos social-democratas madeirenses. Mas elege o chumbo às relacionadas com os incêndios como o pior. “Os deputados do BE e do PS-M apoiaram o boicote à Madeira, nunca despindo as suas vestes partidárias, em detrimento da nossa população”, lamenta na sua página do Facebook. “Até votaram contra a nossa proposta sobre o regime Prohabita”, exemplifica, para criticar: “A consequência deste chumbo é clara: 30% das famílias vítimas dos incêndios não poderão aceder ao financiamento Prohabita”.
Ao DIÁRIO a parlamentar explica que os agregados familiares - independentemente do número de pessoas que o compõem - que tiverem rendimentos superiores a três IAS (Indexante dos Apoios Sociais ) não têm acesso a essa ajuda. “O que eu gostaria era de convidar os deputados do PS [Carlos Pereira e Luís Vilhena] e do Bloco [Paulino Ascenção] a virem connosco às zonas altas do Funchal explicar porque é que as pessoas não vão receber os apoios prometidos. E deu como exemplo o caso do senhor da icónica fotografia do abraço a Marcelo Rebelo de Sousa que diz estar de fora desses apoios. “É lamentável”.
O Orçamento de Estado para 2017 foi aprovado hoje em votação final Global pelo PS, PCP, BE, Verdes e PAN. PSD e CDS votaram contra.
