
A construção do novo Hospital da Madeira foi arma de arremesso no primeiro dia da discussão na especialidade do Orçamento de Estado. A deputada Sara Madruga da Costa desafiou a deputada Mariana Mortágua (BE) e o deputado Carlos Pereira (PS), a votarem favoravelmente a proposta dos deputados do PSD, que defende a consagração de uma verba de 8,8 milhões de euros e o arranque já em 2017 das obras do novo hospital da Madeira.
A social-democrata criticou o líder do PS-M a quem imputou a responsabilidade de ter prometido 80% do financiamento da obra e de apenas ter conseguido 50. Sara Madruga da Costa referiu que essa é a questão e não a de saber como votarão os deputados do PSD as propostas da esquerda parlamentar, que disse serem meras intenções. “Eventualmente só lá para o Natal de 2018 será concretizada”, conjecturou. “ madeirenses e porto-santenses mereciam mais deste Governo da República, nomeadamente que fosse aprovada uma verba de 8,8 milhões de euros para o arranque já em 2017 das obras do novo Hospital da Madeira.
O socialista Carlos Pereira por seu turno disse que o apoio do Estado em 50% “é a expressão máxima da solidariedade Governo do PS para com a Madeira e os madeirenses”. E prosseguiu: “Pela primeira vez será materializado um projecto de interesse comum previsto na lei e nunca concreetizado nos últimos anos.
O líder do PS-M falou ainda em “cinismo político do PSD e CDS”, que, lembrou, “ foram Governo na República durante quatro anos e nada fizeram para avançar a obra e tudo apostaram em que nada seria concretizado neste Orçamento”. “Felizmente enganaram-se”, regozijou-se, lembrando que “as maiores dificuldades” no processo “ vieram do Governo Regional e do PSD Madeira, que foi incapaz de fazer uma candidatura que fosse aprovada”.
Carlos Pereira disse ainda que a bola está do lado do Governo Regional, mas revelou não esperar nada de bom. “O Governo Regional colocou 8,8 milhões no Orçamento deste ano, que não dá nem para metade das expropriações “, concluiu.
