O colecionador José Berardo afirmou hoje que teve de fazer “algumas cedências” no novo acordo com o Governo, como as entradas passarem a ser pagas, mas ficou contente por o Museu Berardo continuar no Centro Cultural de Belém (CCB).

A adenda ao acordo firmado entre o Estado e José Berardo em 2006 foi hoje assinada no museu pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, o colecionador, o presidente do CCB, Elísio Summavielle, e Renato Berardo, presidente da Associação Coleção Berardo.

No final da sessão, José Berardo admitiu aos jornalistas que preferia que as entradas continuassem gratuitas: “Eu queria que as entradas não fossem pagas pelo menos pelos portugueses, mas legalmente isso não é possível”, disse.

“Compreendo que esta instituição precisa de dinheiro e até ao final do ano vamos decidir como será, mas haverá dias gratuitos. Para as crianças vai continuar a ser gratuito”, sublinhou, acrescentando que também irá continuar a adquirir obras de arte para mostrar no museu.

Os preços dos bilhetes e a manutenção ou renovação da equipa do museu deverão ser questões a analisar pelo conselho de administração da Fundação Berardo até ao final do ano.