O presidente da Câmara do Porto Santo desafia o PSD local a ser consequente na eventualidade de confirmar o voto contra o Orçamento Municipal para 2017. Menezes de Oliveira mostra-se surpreendido pela decisão comunicada esta manhã pelos social-democratas, que anunciam a rejeição do documento, e espera que o eleitorado compreenda o que está em causa.
Para o presidente da Câmara, a proposta apresentada pelo seu executivo, que é esta tarde votada em Assembleia Municipal, está clara e de acordo com todos os trâmites legais. “Não há nada a ocultar”, garante o autarca.
Por isso, aconselha o PSD a começar a explicar à população por que razão vota contra um documento tão importante como o Orçamento para o próximo ano. E espera que os social-democratas expliquem também as consequências que um eventual chumbo do Orçamento pode ter ao nível do pagamento da dívida herdada de anteriores executivos do PSD e até dos transtornos que o chumbo pode ter ao nível de despesas básicas para a gestão municipal.
“É muito grave se o PSD mantiver a sua posição”, admite o autarca socialista. Menezes recorda que o Orçamento é um instrumento importante na gestão da autarquia, sobretudo numa altura em que a Câmara se esforça por sanear o passivo, conforme tem sido assumido em reuniões junto do Governo Regional e do Governo da República.
“O PSD vai ter que assumir as suas responsabilidades”, insiste Menezes.
O alerta do presidente da Câmara do Porto Santo surge quando os deputados municipais já estão em reunião, numa sessão bastante agitada e da qual resultou já a queda da Mesa da Assembleia Municipal. Aquele órgão autárquico foi mesmo derrubado esta tarde.
Luísa Mendonça e restante equipa destituída continuam em funções até à eleição da nova Mesa, o que deverá acontecer já a meio da tarde. Da parte do PS, Menezes de Oliveira já adiantou que deve ser Luísa Mendonça a continuar, apesar das divergências políticas entre os dois. Da parte do PSD, Roberto Silva também já disse que o partido não vai apresentar nomes para a presidência da Assembleia Municipal, que devem ser os socialistas a escolher e a propor o novo nome.
E, assim, tudo se conjuga para que Luísa Mendonça seja novamente eleita.
