A versão do PSD do Porto Santo sobre a destituição da Mesa da Assembleia Municipal acrescenta outros pormenores. Roberto Silva explica que “o PSD não defendeu a queda da Mesa assim do nada”.

O antigo presidente da Câmara do Porto Santo esclarece que na origem de todo o imbróglio está o próprio PS. Roberto adianta que foi inicialmente apresentado um voto de confiança da parte do deputado independente Dinarte Velosa. O autarca, que foi eleito nas listas do CDS, considerou que a Mesa não estava a defender correctamente a Assembleia e propôs uma votação.

Nessa votação, a que os três membros da Mesa não participaram, o resultado foi estranho, considera Roberto Silva. “Houve 13 votos e todos esses votos foram de abstenção. Ou seja, até os autarcas do PS se abstiveram”.

Perante esse resultado, Roberto Silva admite que “não há condições para trabalhar” e avançou então para uma outra proposta que viria a ser aprovada pelos social-democratas e o deputado independente e que resultou na destituição da Mesa da Assembleia Municipal.

“Não houve uma intenção de rejeição da parte do PSD”, explica Roberto Silva. O que houve, garante, foi a necessidade de clarificar posições uma vez que os cinco elementos do PS não manifestaram confiança na presidente indicada pelos socialistas.

Além disso, Roberto Silva também revela que o PSD não tenciona indicar nenhum nome para aquele cargo, devolvendo essa responsabilidade para o PS.

Entretanto, o próprio PSD acabou por emitir um comunicado em que se pronuncia sobre este incidente e acaba por revelar a abstenção dos autarcas socialistas correspondeu a uma ordem do presidente da Câmara. Adianta ainda essa mesma nota que os desentendimentos entre Luísa Mendonça e Menezes de Oliveira começaram durante a manhã o que levou à interrupção dos trabalhos.