Os deputados do PSD na Assembleia Municipal do Funchal vão votar, na segunda-feira, contra as propostas de Orçamento e Plano da Câmara Municipal para 2017 e os representantes da CDU vão viabilizá-las, anunciaram hoje responsáveis por estes partidos.

“Estamos vigorosamente contra este Orçamento e estas opções”, declarou em conferência de imprensa o deputado municipal social-democrata Carlos Rodrigues, veiculando a posição do partido para o debate e votação das propostas da Coligação Mudança (PS, BE, PTP, MPT e PAN) que governa o Funchal, na reunião da Assembleia Municipal agendada para segunda-feira.

O responsável do PSD considerou que a atuação vereação do município do Funchal “revelou-se uma profunda e absoluta desilusão em relação aos destinos da cidade”, que resultou num “fracasso a todos os níveis”, porque a cidade “parou no tempo e está votada ao abandono”.

Na opinião de Carlos Rodrigues, o Funchal tem sido governado nos últimos três anos “com displicência e desleixo”, “sem brio e competência nos aspetos mais básicos da gestão”, dando como exemplos a falta de intervenção nas redes viária e de água potável, além dos seis programas de apoio social que “têm uma adesão praticamente nula”.

“Foram três anos de nada fazer e este orçamento é uma cópia dos outros, uma mão cheia de promessas”, opinou.

Também em conferência de imprensa, o vereador comunista Artur Andrade anunciou que “a CDU viabilizará o Orçamento e Plano de Investimentos da Câmara Municipal do Funchal”.

O responsável comunista sublinhou que a proposta “aumenta o investimento para a reconstrução de acessibilidades, habitação, reabilitação urbana e planeamento urbano” e deve contribuir para “iniciar um novo ciclo”, “que permita recuperar o tempo perdido, da paralisia dos últimos anos”, sendo 2017 “o ano da concretização das obras adiadas”.

Artur Andrade defendeu, ainda, que para mudar esta situação é necessário uma maior “mobilização popular”, um fator de “pressão determinante para concretizar a viragem positiva para o concelho” e fazer com que as “obras que estão no papel sejam executadas”.

A 27 de outubro, a Câmara Municipal do Funchal aprovou uma proposta de orçamento para 2017, no valor de 97,1 milhões de euros, bem como as Grandes Opções do Plano, na reunião do executivo, liderado pela coligação Mudança (PS, BE, PTP, MPT e PAN), com a abstenção dos vereadores da oposição (PSD, CDU e CDS-PP).