Perante uma plateia repleta de escuteiros, o secretário regional da Educação falou esta manhã da importância do movimento na Madeira e da necessidade de adequar a acção aos novos tempos, sem desvirtuar princípios nem valores.
Jorge Carvalho falava esta manhã na sessão de abertura do seminário intitulado “CNE Madeira: que futuro”. O evento vai recolher reflexões durante hoje e amanhã e conta com a presença do presidente do Comité Mundial do Escutismo, o português João Armando Gonçalves.
O secretário regional lembrou que os princípios e valores devem ser imutáveis, mas admitiu a necessidade de novas metodologias e novas abordagens face aos actuais desafios da sociedade. E um desses desafios, disse, é enquadrar em cada momento esses princípios e valores.
Carvalho abordou também a importância do “prazer em fazer as coisas de forma diferente” e considerou que é fundamental a sociedade contar com estruturas sociais que possam ajudar a fazer esse enquadramento junto de crianças e jovens.
A velocidade do tempo, reconheceu o governante, obriga a gerir os acontecimentos com maior dificuldade, pelo que sugere um cada vez maior planeamento a médio e longo prazo e a definição de um rumo a seguir.
Desejando um fim-de-semana profícuo para o movimento, Jorge Carvalho lembrou que o Corpo Nacional de Escutas “é o maior movimento associativo da Região” e que é também um corpo “altamente mobilizado do ponto de vista dos seus dirigentes e do seu voluntariado”.
Da parte do presidente do Comité Mundial do Escutismo ficou sobretudo um desafio a todos os escuteiros no sentido de cada escuteiro se envolver. “O movimento é feito de pessoas e cada um de vocês é que vai ajudar a fazer as coisas acontecerem”, disse.
João Armando Gonçalves sublinhou ainda a importância de educar pela actividade, mas também a necessidade de o movimento parar pensar e reflectir sobre o seu papel na sociedade.
