O presidente da direcção do Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, tenente-coronel Bernardino Laureano, insistiu hoje na ideia de que os militares que combateram na Guerra do Ultramar “continuam a lutar com enormes dificuldades para cicatrizar algumas das feridas” que daí resultaram, nomeadamente “o reconhecimento e, sobretudo, o esquecimento”, pedindo outra atenção do Estado.

Uma ideia forte deixada esta manhã nas cerimónias comemorativas do 98.º aniversário do Armistício da Grande Guerra, 42.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar, 92.º aniversário da Liga dos Combatentes e evocação do Centenário da Grande Guerra, que se realizou junto ao monumento de homenagem aos mortos do Primeira Grande Grande, na Avenida do Mar.O major-general Rui Clero, comandante da Zona Militar e do Comando Operacional da Madeira, também usou da palavra na cerimónia, realçando que esta cerimónia é a forma de honrar “todos os combatentes que tombaram em defesa da pátria” e também “todos os militares que asseguram hoje a defesa dos interesses nacionais”.

Rui Clero abordou ainda os desafios militares que se colocam nos dias de hoje, fruto dos “tempos de grande complexidade” que o mundo atravessa, onde “o caos, a anarquia e a conflitualidade são marcas evidentes” em vários pontos do planeta.

A cerimónia contou com a presença de diversas entidades políticas, militares e religiosas, excepção feito ao Governo Regional. No protocolo estava prevista a presença do secretário regional de Educação, Jorge Carvalho.