Uma procuradora de secção do Tribunal de Trabalho fica um largo período a ver os processos de acidentes de trabalho a se acumularem, prejudicando cidadãos e empresas e a imagem da Comarca da Madeira.

Um professor que esteja de atestado médico não pode ser substituído, mesmo com alunos fiquem sem aulas; nos casos em que é possível substituir, o professor-substituto tem até 72 horas (3 dias) para aceitar o horário.

No hospital, uma jovem perdeu o bebé após ter recorrido várias vezes ao serviço de urgência e é despachada com um “olhe, já não tem nada, pode vestir-se e ir embora”.

Um grupo de determinados passageiros reincidiram na entrega de documentação forjada para obter reembolsos do subsídio de mobilidade aos balcões dos CTT.

Tudo isto veio a público na semana que findou. Se quisermos uma cereja em cima do bolo, ainda temos mais um assunto que é recorrente, mas que por estes dias se ficou a saber que até Setembro já nos custou 770 mil euros: a muito discutível subvenção vitalícia auto-atribuída a cidadãos que passaram pelo Parlamento regional. Não são salários em atraso, é um salário vitalício. Porque sim!

Todas as situações descritas demonstram como (não) vai funcionando a nossa sociedade, nestes sectores específicos. Ano após ano, vamos nos lamentando e, diga-se em abono da verdade, há quem tente corrigir e fazer adaptações na procura de um regime menos imperfeito.

Seria mau, muito mau, que na primeira semana de Outubro de 2017, estivéssemos aqui neste espaço ou noutro a lamentar os mesmos vícios que estão bem identificados.