O secretário regional da Saúde reafirmou que o Governo Regional quer alargar o apoio domiciliário, de modo a reduzir os cuidados paliativos prestados nos hospitais.

Faria Nunes referiu que melhorar o acesso dos doentes em situação terminal nos cuidados paliativos é uma das prioridades do executivo e salientou a importância de tratar estes doentes com dignidade, na abertura do 1.º Simpósio de Cuidados Paliativos, promovidos pela Escola Superior de Saúde da Universidade da Madeira, em parceria com o SESARAM, que decorreu hoje no auditório da Reitoria, ao Colégio dos Jesuítas, subordinado ao tema ‘Viver e morrer na dor não tem que acontecer’.

Segundo o governante, estes cuidados devem ser prestados em ambiente familiar, de forma a proporcionar uma melhor qualidade de vida aos doentes, evitando o seu internamento hospitalar, excepto em situações mais complexas.

“Os cuidados paliativos são uma luta pela vida que merecem o maior respeito. A longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que a medicina não consegue curar. Todavia, a doença incurável e progressiva merece ser tratada com dignidade e com uma profunda humanidade. O alívio do sofrimento e da dor devem constituir um direito fundamental do doente como condição indispensável à sua qualidade de vida e à sua dignidade”, sublinhou Faria Nunes, no Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

Neste simpósio que contou também com a presença do reitor da Universidade da Madeira, José Carmo, a presidente da Escola Superior de Enfermagem, Otília Freitas, revelou que a Organização de Saúde estima que mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo necessitam de cuidados paliativos anualmente.

Acrescentou ainda que estes são cuidados de saúde especializados para pessoas com doenças graves e ou avançadas e progressivas qualquer que seja a sua idade.