A Secretaria Regional de Educação desmente os reparos de que foi alvo pelo SPM. Foi o próprio secretário quem reiterou que não faltam colocar professores. Apesar de admitir que “todos os dias faltam professores” entre os cerca de 6.500 docentes colocados na Região, Jorge Carvalho sustenta que tal não invalida que “todas as vagas disponibilizadas pelas escolas foram preenchidas”.
O problema, diz, são as situações ocasionais "que existem e vão continuar a existir". Porque apesar de haver sempre a preocupação de responder imediatamente a essas necessidades que vão surgindo, "se há casos onde é possível colmatar as ausências rapidamente, noutros não", sustentou. Deu os exemplos de "um professor que esteja de atestado médico, se for inferior a 30 dias, não pode ser substituído” ou mesmo “um professor que vai substituir, tem até 72 horas (3 dias) para aceitar esse horário”, apontou.
Em causa estão os normativos obrigatórios, que muitas vezes acabam por prejudicar os alunos, apesar de assegurar que há sempre a preocupação de minimizar os constrangimentos. Até porque “sempre que não é leccionada uma aula, quem sai prejudicado é o aluno”, reconheceu o responsável pela tutela.
Jorge Carvalho negou também a ideia de que é falaciosa a ideia do rácio de um professor para sete alunos na Região, que o próprio 'apregoou' no início do presente ano lectivo.
O secretário que tutela a Educação insiste que a sua leitura é a correcta e não a do SPM. No cerne do diferendo são os muitos professores que não estão a leccionar. Porque apesar de reconhecer que o cálculo inclui todos os professores que integram o sistema educativo, “independentemente de depois estarem em funções lectivas ou não", Jorge Carvalho entende que neste cálculo devem entrar todos os professores actualmente dependentes da Secretaria Regional de Educação, independentemente das funções que estão a exercer. O governante sustenta mesmo que este critério é idêntico ao que é praticado no Continente ou mesmo da Europa.
“Não são diferentes dos que são utilizados a nível nacional e europeu. Os critérios são os mesmos”, assegurou.
Ou seja, todos os professores contam neste relação.
