A Venezuela saudou ontem a escolha de António Guterres como novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), destacando a sua “vasta experiência” em assuntos internacionais.
A posição da Venezuela foi dada a conhecer em Nova Iorque, Estados Unidos, pelo embaixador da Venezuela na ONU, Rafael Ramírez, que disse aos jornalistas que a eleição foi “muito bem acolhida” pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro.
Segundo Rafael Ramírez, o ex-primeiro ministro português António Guterres tem “uma capacidade importante, personalidade e disponibilidade” para “manejar situações complexas”.
Por outro lado, destacou que o ex-comissionado da ONU para os refugiados, António Guterres, terá que trabalhar muito para ajudar os países com grandes problemas e terá que mediar, urgentemente, para encontrar soluções para a migração no Médio Oriente.
A imprensa venezuelana destaca hoje o “novo papel” de António Guterres como secretário-geral da ONU, sublinhando que o ex-primeiro ministro de Portugal “foi eleito com 13 votos” a favor e “nenhum contra”.
“O Conselho de Segurança da ONU aprovou formalmente Guterres”, escreve o diário El Mundo, explicando o que antigo primeiro ministro português quer ser um secretário-geral “honesto”, que “lançará pontes e buscará o consenso”.
O jornal destaca que “Guterres foi aprovado por aclamação para o cargo com cinco anos de duração, durante uma reunião realizada hoje à porta-fechada” e que “o português foi o único candidato que não recebeu nenhum voto de “desalento”.
O Diário de Caracas, refere que “Guterres sente humildade e gratidão pela sua designação para dirigir a ONU”, precisando que, segundo as palavras do próprio, é “humildade perante os grandes desafios” que enfrenta o mundo e “humildade para poder servir os mais vulneráveis”.
O jornal de Monágas, explica que a votação foi secreta e que Guterres “assumirá o máximo cargo da ONU a partir de janeiro próximo”.
“A secretaria da ONU espera um novo chefe, nada mais e nada menos que o ex-primeiro ministro português António Guterres”, diz o diário Últimas Notícias (UN), que adianta que Guterres é um “socialista modernizador”, engenheiro, professor e político, ex-presidente da Internacional Socialista e ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados, “um fervoroso católico que liderou um partido laico militante”, que foi impulsionado pela doutrina da Igreja para a ação política, na sua juventude, quando integrou grupos de resistência à ditadura de Oliveira Salazar.
Por outro lado a estação multi-estatal de televisão Telesul destaca que, “desde as primeira votações, o político português se tinha situado como favorito”.
“António Guterres ganha o ‘sprint’ final para ocupar o máximo cargo da ONU”, destaca o diário El Nacional, que sublinha que “era o melhor” entre dez candidatos “e (isso) ficou demonstrado”.
