O líder do PSD justificou hoje a sua permanência na liderança do partido pela “obrigação moral” de representar os que votaram em si nas legislativas de 2015, dizendo acreditar ter condições para voltar a ser primeiro-ministro.
“Sinto que tenho moralmente a obrigação de representar os que votaram em mim e não se sentem representados neste Governo e até se sentem ameaçados por este Governo”, afirmou Passos Coelho, em entrevista à SIC, lembrando que nas legislativas de há um ano se verificou uma circunstância inédita -- o partido que venceu as eleições não estar a governar.
Questionado sobre se acredita ter condições de voltar a ser primeiro-ministro, Passos Coelho respondeu afirmativamente: “Não só há condições, como acho que é necessário para o país ter uma alternativa séria”.
“Não governei a olhar para as sondagens e não estou na oposição a olhar para as sondagens, esse é o perfil do Governo, não é o meu perfil”, declarou, garantindo que sairá da liderança do PSD “no dia em que achar” que está a mais.
