Justamente um ano após as eleições que deram a vitória à coligação de direita e o Governo à aliança de esquerda, os comunistas madeirenses voltam às acções de rua para pedir mais apoio da população para inverter “a política reaccionária” do anterior governo. Essa política, disse Ricardo Lume, permitiu “roubar” quatro feriados relevantes e históricos, um deles assinala-se amanhã, referente à implantação da República.
Na movimentada Rua Fernão de Ornelas, o deputado do PCP-Madeira lembrou os direitos que foram reconquistados neste ano de governo de esquerda. Além dos feriados como o 5 de Outubro, que os portugueses voltam a festejar este ano, Lume lembra as 35 horas semanais para a administração pública e o aumento no salário mínimo ou nas reformas, mesmo em valores insuficientes.
“Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre”, disse Ricardo Lume. O dirigente regional e nacional do PCP garante que ainda há mais para conquistar e que no actual quadro político do País, o partido está agora em condições de pressionar o governo do PS para reconquistar mais direitos dos trabalhadores. Para isso, pede a envolvência dos cidadãos para questões como o aumento das pensões, o aumento do salário mínimo e manuais gratuitos para todos os alunos do primeiro ciclo. “Só com a luta dos trabalhadores e o reforço do PCP” é que será possível garantir um Portugal mais próspero, assegura Lume.
O deputado admite que nem todas as medidas desejadas pelo seu partido estão consagradas no Orçamento de Estado para o próximo ano, pelo que pede uma forte expressão de apoio social nas ruas para “imprimir uma dinâmica de recuperação de direitos”. Lembra que foi com a luta dos trabalhadores que foi derrubado o governo do PSD e do CDS e que será com a mesma força que as medidas preconizadas pelo PCP serão implementadas pelo governo socialista.
