Os pressupostos que estão na base da arbitragem desportiva, na sua essência, não diferem nas várias modalidades. Compete sempre ao juiz da prova conduzi-la de acordo com as normas próprias da sua modalidade. Direcionando mais para o basquetebol e segundo as regras oficiais da FIBA, compete aos árbitros, aos oficiais de mesa e ao comissário o dever de conduzir o jogo de acordo com as regras, sem autoridade para as alterar, tendo os árbitros somente o poder de tomar decisões sobre infrações às regras cometidas tanto dentro como fora do campo de jogo. Dito assim, parece simples mas, a verdade é que compete aos juízes a difícil tarefa de fazer com que todos os intervenientes no jogo cumpram com as regras e, ao mesmo tempo, conseguir manter a ordem dentro e fora do campo de jogo. Mais difícil ainda se torna quando alguns desses intervenientes procuram encontrar um “bode expiatório” para as suas falhas e/ou derrotas apontando os árbitros como os principais culpados de tudo o que lhes acontece, a si ou à sua equipa, e os ofendem com palavras e/ou ações.
Portanto, para ser árbitro é necessário, em 1º lugar, gostar da figura do árbitro, sentir-se capaz de apitar e conduzir um jogo, colocar esse desejo em prática e, acima de tudo, ser capaz de lidar com as críticas e com as ofensas verbais a que são, muitas das vezes, sujeitos. Na geração mais nova de árbitros madeirenses, depois do José Filipe Abreu (atualmente no algarve) que alcançou em 2011 a internacionalização na arbitragem, surgiram o Ricardo Barros (que se encontra em Lisboa a trabalhar) e o Gualdino Henriques (nacional de 2ª categoria). Presentemente, surgiram mais dois jovens promissores da arbitragem madeirense, Vicente Jardim e Pedro Teixeira.
Vicente Jardim, em idade de mini, já afirmava com toda a veemência que queria ser árbitro. Começou com 10 anos de idade a colaborar com a ABM, como árbitro, nas concentrações de minibasquete e era um colaborador assíduo. Já, nessa altura, destacava-se dos demais pela sua postura, determinação e desejo de adquirir experiência para poder evoluir naquela que tinha sido a sua atividade de eleição, a arbitragem. Com 13 anos foi indicado pela ABM para integrar os potencias talentos da arbitragem e com 14 anos foi promovido a árbitro nacional de 2ª categoria. Nos potenciais talentos, pela sua elevada maturidade física, emocional e psicológica teve que fazer prova da sua idade, junto dos seus pares, por ninguém acreditar que tinha somente 13 anos. Atualmente, com 15 anos, é o mais jovem árbitro com categoria nacional e consegue conciliar a sua dupla função, arbitra com regularidade os jogos da Liga Feminina e da 2ª Divisão Feminina e, como atleta, participou em dezembro passado nos trabalhos da seleção nacional de Sub16.
Pedro Teixeira, atualmente com 17 anos, foi indicado pela ABM para integrar o programa dos potencias talentos da arbitragem e encontra-se, neste momento, em Lisboa a participar na 1ª fase desse programa. É um árbitro que se caracteriza pela sua grande humildade e presença nos jogos e que foi eleito, em abril deste ano em Albufeira, Árbitro Revelação das Festas Nacionais do Basquetebol Juvenil.
Resumindo, temos atualmente 3 árbitros nos quadros nacionais, 2 de 2ª categoria, Gualdino Henriques e Vicente Jardim e 1 nos potenciais talentos, Pedro Teixeira.
Por fim, queria deixar um apelo a todos os jovens que se interessam pelo Basquetebol e, em particular, pela arbitragem que apareçam para colaborar nas nossas atividades de minibasquete. Aproveito ainda para desafiá-los a inscreverem-se nos nossos cursos dirigidos para árbitros e oficiais de mesa que se irão realizar até dezembro deste ano. Portanto, quando quiserem a porta estará sempre aberta. Um bem-haja a todos!